Durante entrevista, Pablo Marçal entrou em um embate com uma jornalista após ela afirmar que ele deveria ter cumprido pena em regime semiaberto. Empresário contestou a expressão, disse que o processo não transitou em julgado e afirmou ter sido vítima de uma injustiça.

Pablo Marçal protagonizou um momento de tensão durante uma entrevista após ser questionado sobre uma antiga condenação criminal.
O embate começou quando uma jornalista afirmou que Marçal deveria ter cumprido pena de prisão em regime semiaberto.
O empresário discordou imediatamente.
“Não deveria, porque ela não é transitada e julgada. Você precisava estudar um pouquinho o Direito”, respondeu.
A jornalista pediu respeito e afirmou que estava conduzindo os questionamentos de forma respeitosa.
A partir daí, os dois passaram a discutir tanto o processo citado na entrevista quanto o uso da palavra “deveria”.
“Você está desamparada no que está falando”
Marçal argumentou que a jornalista não poderia afirmar que ele “deveria” ter sido preso sem considerar o andamento judicial do caso.
“Quando você usar a palavra dever, você tem que pegar aquilo que a lei força”, disse.
Na sequência, acrescentou:
“Você está desamparada no que você está falando. Mas eu vou te explicar para você aprender um pouco aí do mundo jurídico.”
A jornalista respondeu pedindo que o candidato mantivesse o respeito durante a entrevista.
“Eu estou sendo respeitosa com o senhor em todos os questionamentos”, afirmou.
Marçal diz que processo foi prescrito
Questionado novamente sobre a condenação, Marçal afirmou que houve uma decisão contra ele, mas sustentou que o processo prescreveu antes de uma decisão definitiva.
“Teve, foi prescrita, ela não transitou em julgado”, declarou.
Quando a jornalista reformulou a pergunta e questionou se ele poderia ter sido preso caso a decisão tivesse avançado e sido confirmada pelas instâncias judiciais, Marçal concordou com a nova formulação.
“Poderia ter ocorrido. Parabéns”, respondeu.
Ele voltou a dizer que o problema estava especificamente na utilização inicial da palavra “deveria”.
Empresário apresentou carteira de trabalho durante entrevista
Ao explicar sua versão sobre o episódio ocorrido há quase duas décadas, Marçal afirmou que trabalhava com computadores e que teria realizado algumas tarefas solicitadas por uma pessoa em quem confiava.
Segundo ele, essa pessoa era pastor da igreja que frequentava na época.
Marçal também mostrou sua carteira de trabalho durante a entrevista e afirmou que, naquele mesmo período, conseguiu emprego na Brasil Telecom, onde recebia R$ 525.
“Eu sou um trabalhador, em primeiro lugar”, declarou.
Ele disse ter permanecido durante anos na empresa e afirmou que não tinha condições financeiras para contratar um advogado particular para acompanhar o processo naquela época.
As declarações representam a versão apresentada por Marçal durante a entrevista.
“Vocês vão ficar repetindo isso, eu vou explicar toda vez”
Marçal reclamou da recorrência de perguntas envolvendo o episódio.
“Agora, 20 anos se passaram, vocês vão ficar repetindo isso. Eu vou explicar toda vez”, afirmou.
Segundo ele, o processo não chegou ao trânsito em julgado e acabou sendo encerrado pela prescrição.
Marçal também afirmou que não teme questionamentos sobre sua trajetória.
“Se vocês acharem qualquer coisa que arrebente comigo, pode ir para cima. Vocês estão caçando coisa em todos os lugares. Eu estou aqui para responder tudo”, declarou.
Entrevista termina com pedido de desculpas
O clima permaneceu tenso durante vários minutos.
A jornalista questionou se Marçal se arrependia de alguma atitude e perguntou como ele avaliava decisões judiciais desfavoráveis contra ele.
Em resposta, o empresário disse reconhecer que já errou, mas voltou a reclamar do tratamento dado a diferentes figuras políticas nas entrevistas.
No fim da discussão, Marçal pediu desculpas à jornalista.
“Eu vou te pedir perdão aqui, porque eu vi que você não gostou. Só que você usou a expressão errada”, afirmou.
O trecho ganhou repercussão nas redes sociais principalmente pelo confronto verbal entre os dois e pela resposta de Marçal ao questionamento sobre o antigo processo.




