Operação cumpriu mandados em Curitiba e Itapema e investiga grupo suspeito de movimentar dinheiro do tráfico por meio de veículos, empresas e pessoas usadas como intermediárias.

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (2) a segunda fase da Operação Forlands, que investiga um grupo suspeito de lavar dinheiro proveniente do tráfico de drogas.
A ação contou com apoio da Receita Federal e teve como alvo endereços em Curitiba, no Paraná, e Itapema, em Santa Catarina.
Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão expedidos pela 14ª Vara Federal de Curitiba.
Justiça determinou bloqueio de até R$ 5 milhões
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de imóveis, veículos e valores mantidos em contas bancárias ligados aos investigados.
O montante pode chegar a R$ 5 milhões.
Segundo a investigação, uma das estratégias utilizadas pelo grupo envolvia a negociação de veículos, inclusive modelos de luxo, com pessoas ligadas ao tráfico de drogas.
As transações teriam utilizado nomes de terceiros e empresas apontadas como laranjas para dificultar a identificação dos verdadeiros responsáveis pelos bens e valores.
Investigação começou a partir de outra operação
A apuração teve origem em documentos obtidos durante a Operação Follow the Money, realizada em março de 2024.
A investigação anterior também tinha como foco a possível lavagem de dinheiro obtido com o tráfico de drogas.
Com base no material reunido, a Polícia Federal avançou para a Operação Forlands.
Primeira fase ocorreu em 2025
A primeira etapa da Forlands foi deflagrada em abril de 2025.
Na ocasião, a PF apreendeu bens e documentos considerados relevantes para a investigação.
Após analisar o material, os investigadores identificaram indícios de que os suspeitos teriam continuado a praticar operações voltadas à ocultação de patrimônio mesmo depois das primeiras ações policiais.
Material será analisado pela PF e Receita
Os itens apreendidos nesta nova fase serão analisados pela Polícia Federal e pela Receita Federal.
As informações obtidas deverão ser encaminhadas ao Ministério Público Federal e à Justiça Federal para continuidade das investigações.
Os investigados poderão responder, caso as suspeitas sejam comprovadas, por crimes como lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre prisões nesta segunda fase da operação.




