Política

Zema Despenca nas Pesquisas e Aposta em Ataques a Moraes para Tentar Recuperar a Direita

O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) enfrenta uma sequência de resultados negativos nas pesquisas eleitorais e tenta reagir com uma estratégia voltada ao eleitorado de direita.

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Levantamento da Quaest divulgado nesta segunda-feira (14) mostra Zema com apenas 1% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto pesquisa Datafolha apontou queda de 10% para 5% entre os eleitores de Minas Gerais, estado que ele governou por dois mandatos.

Novo aposta em discurso contra o STF

Diante da queda, aliados de Zema acreditam que o debate sobre o afastamento e o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal pode ajudar o candidato a recuperar espaço.

O presidente estadual do Novo, Christopher Laguna, afirmou que o partido pretende explorar o julgamento envolvendo Alexandre de Moraes e reforçar que a legenda foi uma das que protocolaram pedidos de impeachment contra ministros da Corte.

Na avaliação do partido, a pauta pode aproximar Zema de eleitores mais identificados com a direita.

Flávio Bolsonaro domina eleitorado conservador

O principal problema para a estratégia de Zema é que o campo da direita já tem um candidato muito mais competitivo.

Segundo a Quaest, Flávio Bolsonaro aparece com 31% das intenções de voto, enquanto Zema registra 1%.

O ex-governador de Minas também precisa disputar um eleitorado que já demonstra forte identificação com o bolsonarismo, que igualmente mantém críticas ao STF e a Alexandre de Moraes como uma de suas principais bandeiras.

Zema perde força até em Minas

O resultado em Minas Gerais chama atenção porque o estado deveria ser a principal base eleitoral de Zema.

Segundo o Datafolha, o candidato caiu de 10% para 5% entre os eleitores mineiros.

O recuo enfraquece uma das principais estratégias da campanha, que tenta apresentar os dois mandatos de Zema como governador como credencial para ampliar sua presença nacional.

Lula lidera primeiro turno

No cenário nacional apresentado pela Quaest, Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 36%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 31%.

Augusto Cury tem 7%, enquanto Renan Santos e Ronaldo Caiado aparecem com 4% cada.

Zema está em sexto lugar, com 1%.

Em uma eventual disputa de segundo turno entre Lula e Zema, o levantamento aponta vitória do atual presidente por 45% a 33%.

Campanha aposta também nos debates

Além da ofensiva contra ministros do STF, aliados acreditam que a participação de Zema em debates poderá ajudar na recuperação.

A estratégia é ampliar a exposição nacional do candidato e tentar apresentar uma alternativa ao eleitorado de direita que hoje está concentrado em Flávio Bolsonaro.

O desafio, porém, é grande: ao reforçar pautas já dominadas pelo bolsonarismo, Zema corre o risco de mobilizar o eleitor conservador sem necessariamente converter esse movimento em votos para sua própria candidatura.

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Breno Veja Minas

Redator, escritor e gestor do Veja Minas, portal de notícias sobre Minas Gerais. Cuido de toda a operação editorial, da apuração à publicação, acreditando no jornalismo como forma de informar e aproximar as pessoas dos fatos.

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