Kássio Fernando Ragazzi, de 36 anos, foi condenado a 18 anos de prisão em regime fechado por tentativa de feminicídio contra a ex-namorada, de 22 anos, em Belo Horizonte.

O crime aconteceu em julho de 2024 e, segundo o Ministério Público de Minas Gerais, ocorreu após o fim do relacionamento e a recusa da vítima em manter relações sexuais com o acusado.
Réu admitiu agressões, mas negou estupro
Durante o julgamento no Tribunal do Júri de Belo Horizonte, Ragazzi negou ter estuprado a ex-namorada, mas admitiu que houve agressões.
Segundo o relato do interrogatório, ele afirmou que os dois teriam “se agredido mutuamente” e disse ter deixado o imóvel com a mulher ainda consciente.
O réu também declarou estar arrependido de ter “chegado às vias de fato”.
MP descreveu agressões extremamente violentas
A versão apresentada pelo Ministério Público é diferente.
Segundo a denúncia, o homem não teria aceitado o fim do relacionamento e passou a agredir a ex-namorada depois que ela se recusou a manter relações sexuais.
Ainda segundo o MP, a vítima teve a cabeça batida repetidamente contra a parede, sofreu intenso sangramento e teve a mão do agressor introduzida em seu órgão genital.
Após o episódio, o homem teria deixado o imóvel sem prestar socorro.
Vítima passou por cirurgia e ficou um mês sem andar
A mulher conseguiu pedir ajuda e foi levada ao hospital, onde passou por cirurgia.
De acordo com o relato da vítima, ela precisou de uma reconstrução do canal vaginal e ficou aproximadamente um mês sem conseguir andar.
Ela afirmou ainda que quase teve o útero arrancado em razão das lesões sofridas.
Crime aconteceu após término do relacionamento
O caso ocorreu em 30 de julho de 2024.
Segundo a acusação, o relacionamento havia terminado cerca de 15 dias antes, e aquela teria sido a terceira vez que Ragazzi entrou na casa da ex após o fim da relação.
Ele foi preso em flagrante no mesmo dia, enquanto tentava fugir de carro.
A prisão foi posteriormente convertida em preventiva.
Pena foi fixada em 18 anos
O juiz presidente Marco Antônio Silva estabeleceu inicialmente uma pena de 28 anos.
Como o crime de feminicídio não foi consumado, houve redução de um terço, chegando ao total de 18 anos de reclusão em regime fechado.
Além do réu, quatro testemunhas foram ouvidas durante o julgamento.
A defesa do condenado não havia sido localizada para manifestação até a publicação das informações.




