Candidato do PL falou em evento do Republicanos, que passou a apoiá-lo no segundo turno. As afirmações são dele e não foram verificadas de forma independente.

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, disse na quarta-feira (7) que já recebeu mais de 2 mil ameaças de morte por causa do discurso de combate ao crime organizado. A declaração foi dada durante um evento organizado pelo Republicanos, partido que passou a apoiá-lo no segundo turno contra Lula (PT), marcado para 25 de outubro.
As afirmações abaixo são declarações do candidato, segundo a CNN Brasil. O Veja Minas não confirmou de forma independente o número de ameaças nem a autenticidade da mensagem citada.
A mensagem que ele exibiu
Flávio mostrou um print de uma publicação que, segundo ele, seria de “um dos maiores traficantes do Rio de Janeiro”, citado como “Gadernal”. A mensagem, segundo o relato, ameaça moradores de uma comunidade que “votarem 22”, número de Flávio na urna, e cita consequências para os eleitores caso haja operações contra a facção.
O candidato afirmou que isso mostra o que “está acontecendo no Brasil”. Ele também disse que, em várias favelas, pode não ter ganhado votos, mas que muitas pessoas entenderam o recado de que ele quer protegê-las e “tirá-las da opressão”.
A autoria e a veracidade da publicação não foram confirmadas. Até o momento, não há informação de investigação sobre a mensagem.
Propostas de segurança
Segundo a CNN, Flávio reforçou a defesa de classificar o CV e o PCC como organizações terroristas. Entre as propostas voltadas às mulheres, a campanha cita:
- integração de dados e denúncias nos celulares pelo Gov.br;
- o uso de uma inteligência artificial para auxiliar mulheres vítimas de assédio.
Foco no público feminino
O candidato disse que a campanha pretende aproximar sua imagem do público feminino. Mais cedo, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que a candidatura está “rodeada de rosa”, em referência ao comitê feminino que acompanha o presidenciável.
Ao falar sobre segurança das mulheres, Flávio afirmou que elas têm medo de sofrer abuso sexual e que isso acontece porque o “Brasil está sem controle”. É uma avaliação política do candidato, feita em discurso de campanha.
Republicanos entra na caravana
O Republicanos, que havia optado pela neutralidade no primeiro turno, passou a integrar a caravana do PL, acompanhando outros partidos do Centrão. Segundo a CNN, a coordenação da campanha já tem o apoio de União Brasil, PP e Novo, e ainda conversa com o Podemos.
O que ainda falta esclarecer
- se há investigação sobre a mensagem exibida;
- como foi contabilizado o número de 2 mil ameaças;
- a resposta da campanha de Lula às falas, que não constava até a publicação.
Contexto do segundo turno
No primeiro turno, Flávio teve 47,03% dos votos válidos, e Lula teve 45,16%, segundo o TSE, com 99,99% das urnas apuradas.
O Veja Minas acompanha os apoios, as propostas e as declarações dos candidatos no segundo turno.




