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Governo Federal Reconhece Situação de Emergência em 36 Municípios do Amazonas por Causa de Incêndios Florestais; Fab Envia Dois Aviões Kc-390 e 290 Brigadistas São Designados

Reconhecimento saiu poucas horas depois do decreto estadual e permite que o estado peça recursos federais. Ministros foram a Manaus acompanhar a mobilização.

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O governo federal reconheceu a situação de emergência decretada pelo governo do Amazonas em 36 municípios do estado por causa dos incêndios florestais. O reconhecimento foi feito pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), poucas horas depois da publicação do decreto estadual, no sábado (10). As informações são do g1 Amazonas.

Com o reconhecimento, o estado pode solicitar recursos federais para enfrentar a crise. Segundo o MIDR, essa é uma etapa necessária para liberar verbas destinadas ao combate ao fogo e ao atendimento das áreas afetadas. O decreto foi assinado pelo governador Roberto Cidade (União Brasil).

Quais municípios estão no decreto

O decreto abrange cidades da Região Metropolitana de Manaus, do sul do Amazonas e de outras regiões:

  • Região Metropolitana e entorno: Autazes, Careiro, Careiro da Várzea, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Manacapuru, Manaquiri, Manaus, Novo Airão, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva e Silves;
  • Sul e outras regiões: Apuí, Boca do Acre, Borba, Canutama, Humaitá, Lábrea, Manicoré, Novo Aripuanã, Pauini, Tapauá, Barreirinha, Boa Vista do Ramos, Caapiranga, Coari, Eirunepé, Envira, Guajará, Ipixuna, Maués, Nova Olinda do Norte, Parintins, Tefé e Urucurituba.

O que o governo federal mobilizou

Segundo o governo federal:

  • dois aviões KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB) estão a caminho, com chegada prevista para domingo (11) e início das operações na segunda-feira (12). Eles podem descarregar cerca de 12 mil litros de água em áreas de incêndio;
  • quatro aviões Air Tractor e dois helicópteros chegaram a Manaus no sábado;
  • 290 brigadistas federais foram designados para atuar no estado.

O ministro da Integração, Waldez Góes, chegou a Manaus no início da noite de sábado para acompanhar a mobilização.

Reunião em Manaus

Uma comitiva do governo federal se reuniu na noite de sábado com representantes do governo do Amazonas, na sede da Suframa, na zona sul da capital, para discutir medidas emergenciais. Participam, segundo o g1:

  • os ministros Waldez Góes e João Paulo Capobianco (Meio Ambiente e Mudança do Clima);
  • o presidente do Ibama, Jair Schmitt;
  • representantes do Ministério da Saúde e da Força Nacional;
  • o governador Roberto Cidade, o vice Serafim Correa e secretários estaduais.

Dinheiro já enviado, segundo o ministério

O MIDR informou que:

  • desde 2024, o governo federal disponibilizou R$ 45 milhões ao Amazonas pelo projeto ProAmazon, para equipar o Corpo de Bombeiros e reforçar o combate a incêndios florestais. Desse total, R$ 34,7 milhões já foram recebidos, e cerca de R$ 10 milhões ainda estão disponíveis;
  • os recursos são para viaturas, equipamentos de segurança e estruturação de bases de operação;
  • entre 2023 e sábado (10), o estado recebeu R$ 372 milhões para ações de socorro, assistência humanitária, reconstrução e restabelecimento de serviços essenciais após desastres.

Os valores são informados pelo ministério. O Veja Minas não conferiu os números de forma independente.

Seca e fumaça

Segundo o g1, a seca agrava os incêndios, e a fumaça afeta cidades do estado. Uma reportagem relacionada do g1 diz que, no sábado, a concentração de partículas em Manaus superou em 736% o limite considerado bom. O Veja Minas só viu o título dessa matéria e não confirma o dado.

O que ainda não foi esclarecido

No material disponível, não constam:

  • a área queimada e o número de pessoas atingidas;
  • a causa dos focos e se há investigação de incêndios criminosos;
  • quanto o estado vai pedir de recursos federais e em quanto tempo o dinheiro chega;
  • a duração do decreto de emergência.

Manchetes relacionadas do g1 abordam também uma suposta desistência do governo estadual em pedir ajuda federal e uma crítica de especialista de que o combate atinge executores, mas poupa mandantes e financiadores. O Veja Minas só viu os títulos e não confirma nenhum dos dois pontos.

O que o decreto significa na prática

A situação de emergência facilita a liberação de recursos, a compra de insumos e a contratação de serviços em caráter urgente. Ela não resolve sozinha a crise: o fogo só diminui com combate no terreno, chuva e redução de focos.

Fumaça e saúde

Quem mora em áreas afetadas deve se proteger:

  • evite atividade física ao ar livre nos dias de fumaça forte;
  • mantenha janelas fechadas nas horas de maior concentração;
  • beba bastante água e use soro fisiológico para hidratar as vias aéreas;
  • procure uma unidade de saúde diante de falta de ar, tosse persistente ou chiado;
  • crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias exigem mais cuidado.

Queimadas e a lei

Colocar fogo em vegetação sem autorização é crime ambiental. Quem vir um foco de incêndio pode ligar para os Bombeiros (193) ou para o Ibama (0800 061 8080).

E em Sete Lagoas e em Minas Gerais?

O caso é do Amazonas, e o Veja Minas não encontrou relação com a nossa região. Mas o período de seca também aumenta o risco de queimadas em Minas Gerais, inclusive no entorno de Sete Lagoas, onde há áreas de vegetação de cerrado. Em caso de foco de incêndio na zona rural ou em terrenos baldios, ligue para os Bombeiros (193) e não tente apagar sozinho.

O Veja Minas acompanha o caso e atualiza a matéria assim que houver novos dados sobre a mobilização, a área atingida e os recursos.

Informações: g1 Amazonas.

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Breno Veja Minas

Redator, escritor e gestor do Veja Minas, portal de notícias sobre Minas Gerais. Cuido de toda a operação editorial, da apuração à publicação, acreditando no jornalismo como forma de informar e aproximar as pessoas dos fatos.

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