Suspeito, de 29 anos, afirmou ser integrante da CORE e forneceu um número de matrícula para tentar agilizar o atendimento de um acidente de trânsito. Polícia constatou que ele não tinha vínculo com as forças de segurança.

Um homem de 29 anos foi preso na noite de quarta-feira (12), no Centro de Sete Lagoas, após se apresentar como policial civil durante uma ligação para o serviço de emergência 190.
A ocorrência foi registrada por volta das 21h17, na Rua Margarida Cortona, durante o atendimento a um acidente envolvendo uma motocicleta e um carro.
Segundo o registro policial, o homem entrou em contato com a Polícia Militar para comunicar a colisão e afirmou ser policial civil lotado na Coordenadoria de Recursos Especiais, a CORE, unidade especializada da corporação.
Durante a ligação, ele também forneceu um número de matrícula funcional para reforçar a identificação.
Versão mudou após chegada dos militares
Quando os policiais chegaram ao local, encontraram o homem próximo a um Jeep Commander.
Questionado sobre a suposta função na Polícia Civil, ele teria mudado a versão.
Primeiro, afirmou ser “detetive”. Depois, disse que trabalhava como “detetive particular” e apresentou uma carteira de “investigador profissional”.
Os militares realizaram consultas aos sistemas de segurança pública para verificar as informações apresentadas.
Polícia não encontrou vínculo com forças de segurança
Segundo a ocorrência, o número de matrícula informado pelo suspeito não existia nos registros oficiais.
As consultas também indicaram que o homem não possuía vínculo funcional com a Polícia Civil nem com a Polícia Militar de Minas Gerais.
Uma busca foi realizada no veículo em que ele estava, mas nenhum material ilícito ou arma foi localizado.
Homem teria tentado agilizar atendimento
De acordo com as informações registradas, a suspeita é de que o homem tenha utilizado a falsa identificação funcional como forma de tentar conseguir prioridade ou maior rapidez no atendimento ao acidente de trânsito.
Diante da situação, ele recebeu voz de prisão.
O caso foi inicialmente enquadrado, em tese, como falsidade ideológica, prevista no artigo 299 do Código Penal.
A tipificação definitiva da conduta, porém, cabe às autoridades responsáveis pela investigação e ao Ministério Público.
Suspeito foi levado para delegacia
Após a prisão, o homem foi informado sobre seus direitos e encaminhado para a Delegacia de Plantão da Polícia Civil de Sete Lagoas.
O caso ficou sob responsabilidade da Polícia Civil para as providências legais e eventual continuidade das investigações.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre possíveis antecedentes do suspeito ou sobre eventual decisão judicial após a condução à delegacia.




