Candidato do Missão reagiu à restrição de sua campanha eleitoral e voltou a levantar questionamentos sobre relações atribuídas ao ministro Dias Toffoli com pessoas ligadas ao Banco Master e ao empreendimento Tayayá.

O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) reagiu nesta segunda-feira (31) à decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral, que restringiu parte de sua campanha digital, suspendeu repasses do Fundo Eleitoral e impediu temporariamente sua participação em debates.
Em coletiva e manifestações públicas, Renan classificou a decisão como perseguição e relacionou a medida às críticas que já vinha fazendo contra Toffoli no contexto das investigações e controvérsias envolvendo o Banco Master.
O candidato também voltou a mencionar o Tayayá Resort e pessoas ligadas ao empreendimento e ao banco, levantando questionamentos sobre possíveis relações do ministro com integrantes desse grupo.
Renan diz que decisão seria retaliação
Segundo Renan, a decisão do TSE não teria sido motivada apenas pela questão envolvendo o registro de seus perfis nas redes sociais.
Ele sustenta que estaria sendo alvo de retaliação por ter criticado Toffoli anteriormente em manifestações relacionadas ao caso Banco Master.
Essa interpretação é defendida pelo próprio candidato e por aliados, mas não foi reconhecida pelo TSE como motivo da decisão.
O que motivou a decisão de Toffoli
Na decisão, Toffoli apontou que a campanha de Renan informou fora do prazo perfis utilizados para propaganda eleitoral.
Segundo o TSE, 16 contas foram apresentadas posteriormente à Justiça Eleitoral.
O ministro considerou que houve uma “omissão estratégica” que poderia comprometer a igualdade entre os candidatos no ambiente digital.
A medida restringiu a propaganda em perfis não registrados dentro do prazo, suspendeu repasses eleitorais e impediu a participação do candidato em debates enquanto a determinação estiver em vigor.
Renan nega que tenha tentado obter vantagem irregular e afirma que o problema teria ocorrido por questões técnicas no processo de registro.
Tayayá e Banco Master entram no discurso
Durante sua reação, Renan retomou questionamentos relacionados ao Tayayá Resort e ao Banco Master, instituição ligada ao empresário Daniel Vorcaro.
O candidato sugere que as conexões envolvendo pessoas relacionadas ao empreendimento e ao banco deveriam ser esclarecidas e usa o tema para questionar a imparcialidade de Toffoli.
Até o momento, as referências feitas por Renan não comprovam, por si só, qualquer irregularidade cometida pelo ministro.
Também não há demonstração de que essas relações tenham influenciado a decisão tomada no processo eleitoral.
Candidato promete recorrer
Renan Santos afirmou que não pretende desistir da disputa presidencial e que recorrerá da decisão.
“Eu não vou desistir, eu vou lutar na Justiça”, declarou após a divulgação da medida.
O episódio aumenta a tensão entre a campanha do Missão e o TSE a pouco mais de um mês do primeiro turno das eleições.




