Candidato do Avante à Presidência terminou o primeiro turno em terceiro lugar, com 2,89% dos votos, e afirmou que ninguém está autorizado a falar em seu nome sobre apoio no segundo turno.

O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) disse, na noite deste domingo (4), que não pretende continuar na política. Ele também não declarou apoio a Lula (PT) nem a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.
A declaração foi dada em entrevista coletiva em Ribeirão Preto (SP), após o resultado do primeiro turno das eleições 2026.
“Não vou continuar na política”
Cury afirmou ter “100% de convicção” de que deixará a vida política. Ele ponderou que “amanhã ninguém sabe”, mas disse que costuma manter a opinião quando tem uma convicção forte, e que tem vários projetos em andamento.
O candidato disse respeitar a “vontade soberana” do povo brasileiro, sem mágoa, e afirmou estar triste porque poderia ter feito muito junto com o vice, Júlio Delgado (Podemos).
Silêncio sobre o segundo turno
Perguntado sobre apoio no segundo turno, Cury disse que se silencia em relação a quem disputa a vaga. Ele declarou que ninguém está autorizado, em seu nome ou no de Júlio Delgado, a pedir ou anunciar apoio a qualquer um dos candidatos.
Resultado do primeiro turno
Com 99,99% das urnas apuradas, Cury somou 3.448.565 votos, o equivalente a 2,89% dos votos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele terminou em terceiro lugar.
Cury acompanhou a apuração com a família em Ribeirão Preto, ao lado do vice.
Críticas à polarização e ao voto útil
O candidato agradeceu aos eleitores que acreditaram em suas propostas, mas disse que parte da população prefere a polarização a propostas concretas. Para ele, a “doença da polarização” leva a um superficialismo na política de Estado.
Cury também criticou o voto útil, que considerou “cruel” porque tira das pessoas a liberdade de votar de acordo com sua escolha. Ele afirmou aceitar plenamente o resultado.
Críticas aos dois líderes
Mais cedo, ao votar em Colina (SP), Cury criticou os dois principais candidatos. Disse que Lula fala que é o “pai dos pobres”, mas governa para os ricos, e afirmou que Flávio Bolsonaro nunca investiu capital próprio em uma empresa. Também disse que, se eleito, renunciaria ao salário de presidente e convidaria “os melhores” para governar.
E em Sete Lagoas e em Minas Gerais?
Augusto Cury recebeu 5.154 votos (4,02%) em Sete Lagoas, o terceiro lugar no município, atrás de Flávio Bolsonaro e de Lula. A decisão dele de não declarar apoio deixa os eleitores que votaram nele sem uma indicação do candidato para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
O Veja Minas acompanha os desdobramentos do segundo turno em Sete Lagoas e em todo o estado.




