Afastamento entre os dois foi confirmado por interlocutores do Republicanos após reunião realizada nesta segunda-feira (17). Entre os motivos citados estão divergências políticas, questões familiares e articulações envolvendo a candidatura de Cleitinho ao Governo de Minas.

O candidato ao Governo de Minas Cleitinho Azevedo (Republicanos) e o candidato ao Senado Marcelo Aro (PP) romperam politicamente após uma sequência de desentendimentos nos bastidores da campanha eleitoral.
O afastamento foi confirmado por interlocutores do Republicanos depois de uma reunião realizada na noite de segunda-feira (17).
Segundo relatos publicados por O TEMPO, diferentes episódios contribuíram para o desgaste entre os dois.
As versões apresentadas sobre os motivos do rompimento vêm de fontes ligadas às negociações políticas e não significam, por si só, que todas as acusações tenham sido comprovadas.
Família de Cleitinho teria resistência a Aro
Um dos pontos citados é a relação de Marcelo Aro com pessoas próximas ao senador.
Segundo interlocutores, familiares e aliados de Cleitinho já demonstravam resistência ao candidato ao Senado por causa de conflitos ocorridos em eleições anteriores.
A relação teria ficado ainda mais desgastada após a morte de Matheus Azevedo, irmão de Cleitinho.
Fontes afirmam que aliados interpretaram movimentações políticas realizadas naquele período como inadequadas diante do momento de luto vivido pela família.
Articulações partidárias aumentaram desgaste
Outro ponto citado envolve negociações realizadas durante o período de indefinição sobre a candidatura de Cleitinho.
Aro teria participado de conversas com diferentes dirigentes partidários, incluindo representantes do Republicanos e da Federação União Progressista.
Segundo interlocutores, versões diferentes sobre as negociações teriam sido apresentadas para grupos distintos.
Também há relatos de que Aro teria participado de articulações políticas para tentar inviabilizar a candidatura de Cleitinho.
Essas informações representam relatos de bastidores e não foram comprovadas publicamente.
Debate da Band também entrou no conflito
O primeiro debate entre candidatos ao Governo de Minas, realizado no domingo (16), também teria contribuído para ampliar o desgaste.
Segundo fontes, Aro teria pressionado Cleitinho para atacar Gabriel Azevedo, candidato do MDB, durante o programa.
No debate, Gabriel também mencionou reportagens envolvendo a relação empresarial de Marcelo Aro com a Cemig SIM e aconselhou Cleitinho a avaliar essa proximidade.
As referências feitas por Gabriel dizem respeito a reportagens e investigações já divulgadas, sem representar conclusão judicial sobre responsabilidade de Aro.
Episódio em Medina teria agravado situação
Outro episódio citado teria ocorrido durante a gravação de um jingle de campanha em Medina, no Vale do Jequitinhonha.
Segundo relatos de pessoas próximas à campanha, o comportamento de Aro com apoiadores teria causado desconforto.
A cidade foi escolhida por Cleitinho para marcar o início de sua campanha eleitoral.
Cleitinho retira apoio a Aro
Com o rompimento, Cleitinho deixa de apoiar politicamente a candidatura de Marcelo Aro ao Senado.
A decisão altera uma aliança que vinha sendo construída há meses e pode provocar novas mudanças nas articulações da direita em Minas Gerais.
Até então, Aro aparecia como um dos nomes próximos ao projeto político de Cleitinho.
Com a campanha oficialmente iniciada, o rompimento abre uma nova etapa nas negociações e alianças para as eleições de 2026 em Minas.




