Marcelo Checon aparece em conversa recuperada pela PF na qual Roberta Luchsinger relata que Lulinha teria dito que passaria a pedir ajuda a ele e a outro empresário para despesas com passagens.

O empresário Marcelo Checon, citado em uma mensagem envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, fechou R$ 63,4 milhões em contratos com o governo federal desde o início do atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Checon é dono da MChecon Design e Cenografia, empresa responsável por serviços de produção de eventos, cenografia e montagem de estruturas para órgãos federais.
O nome dele aparece em uma conversa recuperada pela Polícia Federal no celular da lobista Roberta Luchsinger.
Mensagem cita Lulinha
Na conversa, Roberta afirma que precisaria deixar de pagar passagens aéreas para Lulinha.
Segundo o relato atribuído a ela, o filho do presidente teria respondido que passaria a pedir ajuda a “Cleber” e “Checon”.
O primeiro nome citado seria Cleber Ribas. O segundo, segundo a reportagem, seria Marcelo Checon.
A conversa integra material analisado pela Polícia Federal em investigações que apuram possíveis relações entre pessoas próximas a Lulinha e empresários.
Empresa ampliou contratos após 2023
Antes da volta de Lula à Presidência, a MChecon tinha um contrato com o governo federal no valor de R$ 197 mil, firmado em 2022 com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.
Desde janeiro de 2023, a empresa fechou outros 13 contratos com o Executivo Federal, somando R$ 63,4 milhões.
Os contratos envolvem principalmente os ministérios do Desenvolvimento Agrário, Turismo, Cultura e Desenvolvimento e Assistência Social.
A empresa também prestou serviços para o Ministério da Educação, Funarte e Presidência da República.
Pagamentos superam valor contratado
Segundo os dados apresentados na reportagem, os contratos firmados durante o atual governo já resultaram em R$ 84,2 milhões em pagamentos à empresa.
Entre os trabalhos realizados estão a cenografia da Casa Brasil durante a COP30, em Belém, e a Casa Brasil em Paris, durante os Jogos Olímpicos de 2024.
A existência dos contratos e dos pagamentos não comprova, por si só, qualquer irregularidade.
PF analisa relações e movimentações
A Polícia Federal investiga mensagens e movimentações financeiras envolvendo Roberta Luchsinger, Lulinha e outros empresários.
Em uma das conversas, Roberta afirma gastar cerca de R$ 100 mil por mês para manter despesas e diz que não poderia mais pagar passagens para Lulinha.
A defesa do filho do presidente já afirmou em manifestações anteriores que não há comprovação de que Roberta custeasse suas despesas e que mensagens divulgadas estariam sendo interpretadas fora de contexto.
Marcelo Checon foi procurado pela reportagem original, mas não havia se manifestado até a última atualização.
As investigações seguem em andamento e não há conclusão definitiva sobre eventual prática de irregularidades.




