Primeira sessão após a divulgação de mensagens envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro começou sem manifestação pública sobre o caso. Moraes também mudou o trajeto habitual de entrada no tribunal.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, abriu nesta quarta-feira (2) a primeira sessão da Corte após a divulgação de mensagens envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Durante a abertura dos trabalhos, Fachin não fez qualquer menção ao episódio que passou a provocar forte repercussão política e jurídica nos últimos dias.
Até o início da sessão, nenhum dos ministros havia se manifestado publicamente no plenário sobre o conteúdo revelado.
Moraes mudou caminho habitual para entrar no STF
Alexandre de Moraes também chamou atenção pela forma como chegou ao prédio do Supremo.
Normalmente, os ministros acessam o tribunal pela garagem interna. Nesta quarta-feira, Moraes entrou pela área externa, passando pela marquise do edifício-sede.
Esse tipo de acesso costuma ser utilizado em grandes eventos e solenidades realizados no STF.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também utilizou a entrada externa.
André Mendonça não falou com jornalistas
O ministro André Mendonça, responsável por procedimentos relacionados às investigações envolvendo o Banco Master, chegou pela garagem.
Ele foi abordado por jornalistas, mas apenas acenou e seguiu em direção ao plenário sem comentar o caso.
Mendonça determinou recentemente a retirada do sigilo de documentos que reúnem mensagens e outras informações extraídas das investigações envolvendo Daniel Vorcaro.
Sessão começou com outro processo
Fachin iniciou os trabalhos diretamente com o primeiro julgamento previsto na pauta.
O processo analisado não tinha relação com as investigações envolvendo Banco Master, Vorcaro ou Alexandre de Moraes.
A sessão começou em meio ao aumento da pressão política sobre o Supremo após a divulgação de mensagens encontradas pela Polícia Federal.
Os documentos passaram a alimentar questionamentos no Congresso e novos pedidos envolvendo a atuação de Moraes.
Apesar da repercussão, a existência das mensagens não representa, por si só, comprovação de irregularidade cometida pelo ministro.
Até a abertura da sessão desta quarta-feira, o plenário do STF permanecia sem manifestação institucional sobre o episódio.




