Rede social alterou o sistema de recomendações para deixar de sugerir conteúdos de candidatos que o usuário não segue. Medida foi adotada para atender regras eleitorais brasileiras e provocou reação de integrante do governo dos Estados Unidos.

Uma mudança anunciada pelo X, antigo Twitter, para as eleições brasileiras de 2026 provocou uma nova tensão entre integrantes do governo de Donald Trump e autoridades brasileiras.
A plataforma informou que deixará de recomendar automaticamente, na aba “Para Você”, publicações de candidatos que não sejam seguidos pelo usuário durante o período eleitoral.
Segundo as informações divulgadas, a alteração foi feita para atender às regras eleitorais brasileiras.
A decisão provocou reação de Sarah B. Rogers, subsecretária de Estado dos Estados Unidos para Diplomacia Pública e Assuntos Públicos, que classificou a medida como uma forma de “censura imposta pelo Brasil”.
O que muda no X durante as eleições
A ferramenta criada pela plataforma recebeu o nome de “Brazil2026ElectionFilter”.
Na prática, contas oficiais de candidatos e suas publicações deixam de aparecer como recomendações automáticas para usuários que não seguem esses perfis.
Isso não significa que as contas serão bloqueadas ou que os conteúdos serão removidos.
Os usuários ainda poderão acessar diretamente os perfis, visualizar as publicações e seguir os candidatos que desejarem acompanhar.
A mudança, porém, pode reduzir o alcance orgânico dessas contas durante o período eleitoral.
Governo Trump fala em censura
A alteração gerou críticas dentro do governo americano.
Sarah Rogers afirmou que a restrição seria consequência de regras brasileiras e utilizou o termo “censura” para descrever a medida.
A declaração ocorre em meio a um cenário de atritos entre os governos de Donaldq Trump e Luiz Inácio Lula da Silva.
TSE estabelece regras para propaganda nas redes
As eleições de 2026 contam com regras específicas para propaganda eleitoral e atuação das plataformas digitais.
O objetivo das normas é estabelecer limites para impulsionamento, recomendação de conteúdo, uso de inteligência artificial e circulação de propaganda política durante o período eleitoral.
Ao mesmo tempo, as regras também precisam preservar a livre manifestação política e o acesso dos eleitores às candidaturas.
Mudança reacende debate sobre liberdade de expressão
A decisão do X volta a colocar no centro das discussões a relação entre plataformas digitais, Justiça Eleitoral e liberdade de expressão.
De um lado, autoridades defendem regras para evitar abusos e desequilíbrios durante a campanha.
Do outro, críticos afirmam que limitações sobre sistemas de recomendação podem reduzir o alcance de determinados candidatos.
Com a campanha de 2026 em andamento, o tema deve continuar gerando repercussão política dentro e fora do Brasil.




