Responsáveis pelo terreno onde funciona a Igreja Batista da Lagoinha da Barra da Tijuca afirmam que há aluguéis em atraso e acusam representantes do templo de encontrar uma forma alternativa de manter as atividades após a suspensão dos serviços. A igreja contesta a versão.

A Igreja Batista da Lagoinha da Barra da Tijuca virou alvo de uma disputa envolvendo suposta inadimplência, corte de água e energia e uma acusação que chamou atenção: responsáveis pelo terreno afirmam que representantes do templo teriam “feito um gato” para continuar realizando cultos.
A igreja funciona em uma área de aproximadamente 10 mil metros quadrados pertencente à academia Rio Sport Center, na Avenida Ayrton Senna, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Segundo os responsáveis pelo imóvel, os problemas com pagamentos começaram pouco depois da assinatura do contrato, em agosto de 2024.
Primeiro aluguel teria atrasado 49 dias
De acordo com a versão apresentada pelos proprietários da área, o primeiro aluguel, no valor de R$ 150 mil, teria sido pago com 49 dias de atraso.
Eles afirmam que outros pagamentos também não teriam ocorrido dentro dos prazos previstos e que ainda existem valores pendentes.
Diante da situação, a administração do terreno diz ter suspendido o fornecimento de água e energia elétrica e enviado uma notificação extrajudicial solicitando a desocupação do espaço.
De onde surgiu a acusação de “gato”?
Após o corte dos serviços, representantes da igreja teriam tentado levar um gerador para dentro do terreno.
Segundo os responsáveis pela área, a entrada convencional do equipamento foi impedida e a polícia chegou a ser acionada.
Mesmo assim, eles alegam que o gerador acabou entrando pelo imóvel vizinho e teria sido transportado por cima do muro que separa as propriedades.
Foi essa operação que passou a ser descrita pelos responsáveis pelo terreno como uma espécie de “gato” para manter a estrutura funcionando após o corte de energia.
Cultos continuaram acontecendo
Apesar da disputa, a Lagoinha Barra continuou realizando suas atividades no local.
Os proprietários afirmam que a igreja permaneceu funcionando mesmo após a comunicação sobre o encerramento do contrato e a suspensão dos serviços.
A situação ampliou o conflito para além da discussão sobre pagamentos.
Lagoinha contesta acusações
O pastor Vitão afirmou que os pontos apresentados “não condizem com a realidade total dos fatos”.
Ele encaminhou a demanda ao advogado da igreja para esclarecimentos.
Por isso, as acusações de calote e de “gato” representam a versão apresentada pelos responsáveis pelo terreno e ainda podem ser contestadas judicialmente.
A disputa segue sem uma solução definitiva.




