O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), alterou sua rotina durante o fim de semana do 7 de Setembro e permaneceu em Brasília antes de assinar a decisão que determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal.

A permanência na capital federal chamou atenção porque Mendonça costuma passar finais de semana e feriados com a família em São Paulo, onde mantém residência.
Ministro acompanhou caso com auxiliares
Durante o período em Brasília, Mendonça acompanhou os desdobramentos do caso com integrantes de sua equipe.
A decisão que afastou Andrei Rodrigues foi assinada nesta terça-feira (8), em meio à crescente tensão entre o gabinete do ministro e a cúpula da Polícia Federal.
Afastamento aumenta crise entre STF e PF
A medida contra o diretor-geral da PF ocorre em um momento de forte disputa institucional.
Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei após apontar possíveis irregularidades relacionadas à produção de relatórios de inteligência e afirmar que teria sido alvo de monitoramento ilícito pela Polícia Federal.
A decisão também atingiu o diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa.
Conflito já vinha se intensificando
A relação entre a cúpula da PF e o gabinete de Mendonça já enfrentava tensões antes da decisão desta semana.
Entre os episódios recentes estão divergências relacionadas a investigações conduzidas pela corporação e, mais recentemente, os desdobramentos do caso Banco Master.
O nome de Andrei Rodrigues também apareceu em mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, o que ampliou a repercussão política e jurídica do caso.
O afastamento é preventivo e não representa, por si só, conclusão definitiva sobre eventual responsabilidade do diretor-geral da Polícia Federal.




