Política

Moraes Autoriza Débora do Batom a Passar para o Regime Semiaberto e Mantém Prisão Domiciliar

Ministro do STF reconheceu 212 dias de remição de pena por trabalho, leitura e aprovação no Enem. Condenada a 14 anos pelos atos de 8 de janeiro, ela segue em casa.

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a progressão de regime de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”. Condenada a 14 anos de prisão pelos atos de 8 de janeiro de 2023, ela passa do regime fechado para o semiaberto.

Moraes determinou, no entanto, que ela continue em prisão domiciliar, modalidade que cumpre desde março de 2025.

O que muda no regime semiaberto

O semiaberto é uma forma de cumprimento de pena menos rigorosa que o regime fechado. Em geral, o condenado pode, conforme as condições definidas pela Justiça, trabalhar ou estudar fora da unidade prisional e voltar para dormir.

No caso de Débora, a decisão manteve a prisão domiciliar.

212 dias de remição

A decisão foi proferida na sexta-feira (2) e atende a uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), apresentada em setembro, que reconheceu o direito à remição de 212 dias de pena.

Desse total:

  • 108 dias correspondem a trabalho realizado durante o período em que esteve presa;
  • 4 dias correspondem à leitura de um livro;
  • 100 dias correspondem à aprovação no Enem PPL de 2023, versão do exame voltada a pessoas privadas de liberdade.

Enem de 2024 não foi contado

Moraes manteve o indeferimento da remição pela aprovação no Enem PPL de 2024, para evitar contagem em duplicidade, o que a legislação não permite.

Condenação

Débora foi condenada pela Primeira Turma do STF a 14 anos de prisão, sendo 12 anos e 6 meses de reclusão e 1 ano e 6 meses de detenção.

Os crimes são:

  • abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • golpe de Estado;
  • dano qualificado;
  • deterioração de patrimônio tombado;
  • associação criminosa armada.

Ela ficou conhecida por ter escrito, com batom vermelho, a frase “perdeu, mané” na estátua “A Justiça”, em frente ao STF, durante os atos de 8 de janeiro.

E em Sete Lagoas e em Minas Gerais?

A decisão é do Supremo e vale para o processo individual de Débora, mas o tema dos atos de 8 de janeiro segue em debate no país, inclusive entre eleitores de Sete Lagoas e de Minas Gerais, em pleno segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. A progressão de regime é um direito previsto em lei, concedido quando o condenado cumpre os requisitos definidos pela Justiça.

O Veja Minas acompanha as decisões do STF e os desdobramentos políticos que afetam o país e o estado.

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Breno Veja Minas

Redator, escritor e gestor do Veja Minas, portal de notícias sobre Minas Gerais. Cuido de toda a operação editorial, da apuração à publicação, acreditando no jornalismo como forma de informar e aproximar as pessoas dos fatos.

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