O ex-vereador Milton Leite, presidente do União Brasil em São Paulo, é alvo de mandado de prisão na Operação Vectura Corrupta, deflagrada nesta quinta-feira (17) pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo.
A investigação apura uma possível infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público paulista, incluindo empresas de ônibus que atuam na capital.

Além de Milton Leite, a Justiça decretou a prisão de outras pessoas investigadas, entre elas advogados, um ex-servidor ligado à área de transportes da Prefeitura de São Paulo e Danilo Morgado, candidato a deputado estadual pelo PL.
Investigação aponta possível infiltração em empresas de ônibus
Segundo a apuração, materiais analisados pelos investigadores indicaram que pelo menos 12 empresas de transporte coletivo que operam na cidade de São Paulo seriam controladas direta ou indiretamente pelo PCC.
Parte dessas companhias já teria sido alvo de investigações anteriores da Polícia Civil e do Ministério Público.
A operação busca esclarecer como integrantes da organização criminosa teriam atuado dentro do setor e qual seria a participação de cada investigado.
Operação é desdobramento de investigação iniciada em 2024
A Vectura Corrupta é um desdobramento da Operação Decúrio, realizada em agosto de 2024.
Na época, investigadores identificaram uma rede utilizada pelo PCC para manter comunicação entre integrantes presos e em liberdade, inclusive com participação atribuída a advogados.
Também foram identificados núcleos conhecidos como “Sintonia Restrita” e “Sintonia dos Gravatas”.
Investigação também cita financiamento político
As apurações apontaram ainda suspeitas de envolvimento da organização criminosa no financiamento de campanhas políticas.
Segundo os investigadores, já em 2024 havia indícios de uma tentativa de infiltração de pessoas ligadas ao crime organizado nas eleições municipais.
A nova fase amplia a investigação sobre possíveis conexões entre integrantes da facção, empresas de transporte, agentes públicos, advogados e pessoas ligadas ao meio político.
Mandados são cumpridos em várias cidades
As diligências desta quinta-feira ocorrem na capital paulista e também em Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão.
As medidas fazem parte de uma investigação em andamento. Os mandados e as suspeitas levantadas pelas autoridades não representam condenação, e a responsabilidade criminal de cada investigado dependerá do avanço das apurações e de eventual decisão da Justiça.




