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sábado, 07 de novembro de 2026
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Orelhão volta às ruas de BH com água gelada e micro-ondas grátis; primeiro fica no Barreiro

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Projeto adapta o design clássico do telefone público para atender motoristas e entregadores que trabalham nas ruas; uso será gratuito, com manutenção paga por publicidade

O orelhão vai voltar às ruas de Belo Horizonte, agora com outra função. A partir da terça-feira (10), estruturas com o design dos antigos telefones públicos vão oferecer água gelada e micro-ondas gratuitos para trabalhadores que passam o dia na rua, como motoristas e entregadores de aplicativo.

O primeiro equipamento fica no Posto Rede Beija-Flor, na Avenida do Cabral, 299, no bairro Átila de Paiva, na região do Barreiro.

Como funciona

Segundo o idealizador do projeto, o empreendedor André Souza:

  • O refrigerador fornece mais de 15 litros de água gelada por hora, entre 10 °C e 14 °C;
  • O micro-ondas, de aço inox e sem prato giratório, foi projetado para até 200 usos por dia;
  • O uso será gratuito. A manutenção será paga com a venda de espaços publicitários na estrutura e com mensagens sonoras de marcas;
  • Cada unidade custa R$ 30 mil, e os gastos com água, energia, limpeza e manutenção são estimados em R$ 2 mil por mês.

A estrutura original, criada pela arquiteta Chu Ming Silveira em 1971, foi adaptada para um material mais leve e resistente ao sol.

Expansão

A meta é instalar de 60 a 80 equipamentos em BH nos próximos seis meses, em locais como postos 24 horas, cozinhas de delivery, estacionamentos de atacarejos, universidades e grandes hospitais públicos. A projeção de longo prazo é chegar a 400 unidades em Minas Gerais, sendo 120 na capital.

André conta que a ideia surgiu em conversas com motoristas de aplicativo, que relatavam jornadas de 10 a 16 horas, dificuldade para esquentar a comida e para conseguir água. O Barreiro foi escolhido por ser uma das regiões mais populosas da cidade, com grande concentração desses trabalhadores.

O fim dos orelhões

Segundo a Anatel, Belo Horizonte chegou a ter 15.186 orelhões em 2007. O último telefone público da capital foi desativado em março de 2025.

O que ainda não se sabe

  • Onde serão instaladas as próximas unidades e quais empresas vão patrocinar o projeto.

O Veja Minas acompanha o caso e atualiza a matéria assim que houver novas informações.

Breno Veja Minas
Colunista / Autor

Breno Veja Minas

Redator, escritor e gestor do Veja Minas, portal de notícias sobre Minas Gerais. Cuido de toda a operação editorial, da apuração à publicação, acreditando no jornalismo como forma de informar e aproximar as pessoas dos fatos.

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