Análise encomendada pela produtora de “Dark Horse” afirma que longa foi financiado integralmente com recursos privados. Documento já integra inquérito que investiga possíveis irregularidades no financiamento da produção.

Uma perícia encomendada pela produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória de Jair Bolsonaro, concluiu que a produção não utilizou dinheiro público.
O trabalho foi elaborado pelo perito Anísio Costa Castelo e passou a integrar o inquérito policial que apura possíveis irregularidades no financiamento do longa.
Segundo a análise, o filme teria sido bancado integralmente por recursos privados.
Filme teria custado mais de R$ 75 milhões
A perícia estimou o custo total de “Dark Horse” em US$ 13,3 milhões, valor equivalente a pouco mais de R$ 75 milhões.
Desse total, cerca de US$ 9,6 milhões correspondem a despesas realizadas nos Estados Unidos.
Outros quase US$ 4 milhões teriam sido gastos no Brasil.
Havengate aparece como principal financiador
Segundo o documento, o fundo texano Havengate teria feito um aporte equivalente ao custo total do filme.
Foi o Havengate que recebeu cerca de R$ 61 milhões do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, valor relacionado ao financiamento da produção.
Uma das pessoas ligadas ao fundo é Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro.
Perícia descarta recursos via Lei Rouanet
Com base nas notas fiscais apresentadas para análise, o perito afirma não ter identificado uso de recursos públicos por meio da Lei Rouanet nem de verbas da Prefeitura de São Paulo, inclusive de forma indireta por meio do Instituto Conhecer Brasil.
Essa conclusão, no entanto, corresponde à perícia contratada pela própria produtora e não encerra a investigação oficial sobre o financiamento do filme.
PF teve acesso ao inquérito
As suspeitas em torno da produção ganharam força após a divulgação de conversas em que Flávio Bolsonaro aparecia pedindo recursos a Daniel Vorcaro para viabilizar o projeto.
Nesta semana, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a Polícia Federal a acessar o inquérito conduzido pela Polícia Civil de São Paulo.
As autoridades continuam apurando a origem dos recursos, a estrutura das operações financeiras e se houve alguma irregularidade no financiamento da produção.




