Intervenções no Titamar e a construção da Elevatória Wenceslau Braz fazem parte do plano para ampliar a coleta, aumentar o volume tratado e reduzir a poluição dos córregos da cidade.

Sete Lagoas avançou para uma nova etapa no processo de ampliação do sistema de esgotamento sanitário.
A Prefeitura, por meio do Serviço Autônomo de Água e Esgoto, o SAAE, executa novas obras de redes e estruturas que devem aumentar a quantidade de esgoto encaminhada para tratamento.
As intervenções também têm como objetivo reduzir o lançamento de efluentes nos córregos Matadouro e dos Tropeiros.
Obra no Titamar terá quase 500 metros de nova tubulação
Na Avenida Norte-Sul, na região do bairro Titamar, está em andamento a segunda etapa da mudança no traçado da rede interceptora de esgoto.
A obra prevê quase 500 metros de nova tubulação, com diâmetros de 400 e 500 milímetros.
A estrutura substituirá um trecho da rede que foi danificado pelas chuvas e será conectada ao sistema da Estação de Tratamento de Esgoto.
A primeira etapa das intervenções começou em outubro de 2025, nas proximidades do Córrego dos Tropeiros.
Segundo o SAAE, foram utilizados métodos específicos na execução por se tratar de uma área próxima ao leito do córrego.
Elevatória terá investimento de R$ 8 milhões
Outra obra considerada estratégica é a Elevatória de Esgoto Wenceslau Braz, construída na região do 4º GAAAe.
O investimento do SAAE na nova estrutura é de R$ 8 milhões.
Quando estiver funcionando, a unidade terá capacidade de vazão de 250 litros por segundo e poderá captar aproximadamente 40% do esgoto produzido atualmente em Sete Lagoas.
Entre os bairros que deverão ser atendidos estão JK, Planalto, Alvorada, Belo Vale, Nova Cidade, Bernardo Valadares, Verde Vale, Jardim dos Pequis, Manoa e Carmo.
Além da elevatória, outros R$ 800 mil estão sendo investidos na implantação da rede interceptora ligada a essa etapa do sistema.
ETE atualmente trata cerca de 60% do esgoto da cidade
A Estação de Tratamento de Esgoto de Sete Lagoas está em operação desde meados de 2025.
Atualmente, a unidade trata aproximadamente 60% do efluente doméstico gerado no município.
A capacidade final projetada é de 510,73 litros por segundo.
O processo de tratamento inclui a retirada de resíduos sólidos, remoção de materiais sedimentáveis e utilização de reatores biológicos e filtros para reduzir a matéria orgânica presente no esgoto.
Meta é ampliar tratamento e recuperar córregos
Com a expansão das redes e a entrada em operação da nova elevatória, a expectativa é aumentar gradualmente a parcela do esgoto encaminhada para tratamento.
Segundo o prefeito Douglas Melo, as intervenções são estratégicas para preparar a cidade para o futuro e ampliar a capacidade de utilização da ETE.
Além dos impactos na infraestrutura urbana, o conjunto de obras busca melhorar as condições ambientais e de saúde pública.
A redução do despejo de esgoto sem tratamento deverá contribuir diretamente para a recuperação dos córregos que atravessam Sete Lagoas.




