Deputada acionou o TSE e pediu abertura de inquérito para apurar documentos usados por Marçal para comprovar sua filiação partidária dentro do prazo eleitoral. Ex-coach também enfrenta pedido de impugnação de sua candidatura.

A deputada federal Tabata Amaral, do PSB de São Paulo, pediu à Justiça Eleitoral a abertura de um inquérito policial para investigar uma possível fraude envolvendo a filiação de Pablo Marçal ao PRTB.
O pedido foi apresentado dentro de uma ação que também busca impedir a candidatura de Marçal à Presidência da República nas eleições de 2026.
Segundo Tabata, existem indícios de que documentos utilizados para comprovar a troca partidária de Marçal poderiam ter sido produzidos posteriormente para tentar enquadrar a filiação dentro do prazo exigido pela legislação eleitoral.
As acusações ainda serão analisadas pela Justiça e não significam que houve fraude comprovada.
Tabata questiona data da filiação
A parlamentar afirma que a principal prova apresentada para demonstrar que Marçal se filiou ao PRTB dentro do prazo seria uma ficha partidária apresentada apenas em 10 de agosto.
De acordo com a argumentação levada ao TSE, o documento surgiu mais de quatro meses depois do encerramento do prazo de filiação exigido para disputar as eleições.
Tabata também citou publicações em redes sociais que, segundo ela, mostrariam Marçal ainda atuando como integrante do União Brasil após a data-limite.
Com isso, a deputada quer que as autoridades investiguem se houve tentativa de regularização retroativa da situação partidária.
Deputada fala em “urgência fabricada”
Na ação, Tabata afirma que existem “claríssimos indícios” de uma possível fraude criada posteriormente para contornar a ausência de registro dentro do prazo.
Ela também classificou a movimentação jurídica de Marçal como uma tentativa de criar uma “urgência fabricada”.
As expressões representam a acusação apresentada pela deputada e ainda dependem de apuração.
Possíveis crimes são citados no pedido
Caso uma investigação conclua que houve falsificação ou adulteração de documentos, o pedido apresentado por Tabata sustenta que diferentes crimes eleitorais poderiam ser analisados.
Entre as hipóteses mencionadas estão falsidade ideológica eleitoral, falsificação de documento, uso de documento falso e inserção de dados falsos em sistemas de informação.
Até o momento, não há conclusão de que Marçal tenha cometido qualquer um desses crimes relacionados à filiação.
Marçal já enfrenta outro pedido de impugnação
A situação jurídica de Pablo Marçal já é alvo de outro questionamento na Justiça Eleitoral.
O Ministério Público Eleitoral pediu a impugnação da candidatura por causa de uma condenação relacionada ao uso indevido dos meios de comunicação durante a eleição municipal de São Paulo, em 2024.
Marçal está inelegível após decisão mantida pela Justiça Eleitoral paulista, mas sua situação definitiva na disputa presidencial ainda depende de análise do TSE.
Tabata volta a confrontar Marçal
Tabata Amaral e Pablo Marçal foram adversários na eleição para a Prefeitura de São Paulo em 2024 e protagonizaram diferentes confrontos durante aquela campanha.
Agora, a deputada volta a enfrentar o ex-coach no campo jurídico.
Em declaração sobre o novo pedido, Tabata afirmou que Marçal seria “um problema jurídico se fazendo passar por candidato” e defendeu que a Polícia investigue a autenticidade dos documentos apresentados.
A fala representa a posição política e jurídica da deputada.
A Justiça Eleitoral deverá decidir se aceita o pedido de investigação e quais providências serão adotadas em relação à candidatura de Pablo Marçal.




