O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) homologou nesta sexta-feira (4) o registro de 13 candidaturas à Presidência da República nas eleições de 2026.

Entre os nomes confirmados está o empresário Pablo Marçal (PRTB), que concorrerá sub judice enquanto tenta reverter uma decisão que o mantém inelegível até 2032.
Com isso, Marçal poderá continuar fazendo campanha, participar da propaganda eleitoral e aparecer como opção na urna eletrônica enquanto não houver uma decisão definitiva sobre o registro de sua candidatura.
Veja os 13 candidatos à Presidência em 2026
A lista homologada pelo TSE reúne os seguintes nomes:
Augusto Cury (Avante)
Clariana Barão (DC)
Edmilson Costa (PCB)
Flávio Bolsonaro (PL)
Hertz Dias (PSTU)
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Pablo Marçal (PRTB)
Renan Santos (Missão)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Wilson Grassi (Partido Democrata)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca a reeleição. Também estão na disputa nomes como Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Ronaldo Caiado.
Por que Pablo Marçal concorre sub judice?
A situação de Marçal está relacionada a uma condenação referente à campanha para a Prefeitura de São Paulo, em 2024.
Na ocasião, a Justiça Eleitoral analisou o chamado “concurso de cortes”, estratégia em que seguidores recebiam pagamentos para produzir e divulgar trechos de vídeos do então candidato nas redes sociais.
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo entendeu que a prática configurou uso indevido dos meios de comunicação social.
Em dezembro de 2025, o TRE-SP manteve, por 4 votos a 3, a inelegibilidade de Marçal por oito anos e determinou o pagamento de multa de R$ 420 mil.
Candidatura segue enquanto recurso é analisado
Mesmo com a condenação, Marçal segue na disputa porque ainda busca reverter a decisão na Justiça Eleitoral.
Na prática, concorrer sub judice significa que sua candidatura ainda depende de decisão definitiva. Enquanto o processo estiver pendente, ele poderá manter as atividades eleitorais previstas em lei.
A situação também envolveu questionamentos sobre a filiação partidária do empresário ao PRTB. Em agosto, uma decisão judicial regularizou provisoriamente a filiação com efeito retroativo.
A definição final sobre a validade da candidatura dependerá dos próximos julgamentos da Justiça Eleitoral.




