Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, indicam tratativas para hospedar um “ministro” identificado nas conversas pelas iniciais “KN” em uma mansão de luxo no Rio de Janeiro durante o Carnaval de 2025.

Segundo a investigação da Polícia Federal, a referência seria ao ministro do Supremo Tribunal Federal Kassio Nunes Marques.
O imóvel, localizado no Joá, pertence ao ator Márcio Garcia e é avaliado em cerca de R$ 250 milhões. A hospedagem de uma semana teria custado aproximadamente R$ 1,45 milhão.
Mensagens citam “casa para o ministro”
As conversas mostram Vorcaro e pessoas próximas tratando da estrutura de hospedagem durante o Carnaval.
Em uma mensagem de fevereiro de 2025, Léo Serrano Giunchetti escreveu a Vorcaro:
“Como vc havia me dito que essa casa ficaria pro ministro e o Newton entrou em contato comigo, eu achei q tava ajudando.”
Newton Ramos, desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, também aparece nas conversas relacionadas à organização da estadia.
Chef, garçons, motoristas e bebidas de luxo
As mensagens indicam que a estrutura planejada não se limitava à hospedagem.
Os diálogos citam contratação de chef de cozinha, garçons, motoristas e bebidas de alto padrão, entre elas Macallan 12, Sassicaia, Chablis, Moët Chandon e Dom Pérignon.
Também aparecem referências a kits, deslocamentos e até passeio de helicóptero durante o período do Carnaval.
Feijoada para 40 pessoas
Em outro trecho, Newton Ramos teria solicitado a realização de uma feijoada para cerca de 40 convidados na mansão.
Léo perguntou a Vorcaro se o evento estava autorizado.
“Pode fazer”, respondeu o banqueiro, segundo as mensagens divulgadas.
Conversas citam acesso especial a camarote
Os diálogos também mencionam pedidos de pulseiras para uma área VIP de camarote.
Segundo a reportagem, teria sido discutida uma forma para que “KN” entrasse no local sem passar pelo procedimento convencional de cadastro no aplicativo do evento.
Identificação de “KN” é atribuída à investigação
Apesar da referência ao ministro nas mensagens, a identificação de “KN” como Kassio Nunes Marques é atribuída aos investigadores da Polícia Federal.
As conversas, isoladamente, não comprovam que o ministro tenha feito pessoalmente os pedidos nem que tenha recebido todos os serviços mencionados.
Nunes Marques e Newton Ramos foram procurados para comentar o conteúdo das mensagens, mas não haviam se manifestado até a publicação das informações.




