Eduardo Bisotto aparece em gravação usando o termo ao fazer uma comparação entre o início do cristianismo e a atuação política do MBL. O vídeo voltou a ganhar repercussão nas redes durante a campanha eleitoral de 2026.

Um vídeo antigo envolvendo Eduardo Bisotto, marqueteiro e comentarista político ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL) e ao partido Missão, voltou a circular nas redes sociais e provocou críticas entre internautas, especialmente cristãos.
Na gravação, Bisotto utiliza o termo “retardado” ao se referir a Jesus Cristo enquanto faz uma comparação entre o início do cristianismo e a atuação de um pequeno grupo político.
O trecho voltou a ganhar repercussão nesta semana, mas a fala não é recente. Registros que circulam nas redes indicam que a declaração foi feita anteriormente e voltou ao debate público em meio às eleições de 2026.
O que Eduardo Bisotto disse
No trecho divulgado, Bisotto relata ter sido questionado sobre a capacidade de um grupo pequeno provocar grandes mudanças políticas.
Ao responder, ele menciona Jesus e os 12 apóstolos.
“Com 12, há 2 mil anos atrás, um retardado na Palestina começou um movimento e hoje essa porra manda no mundo”, afirmou.
A expressão usada por Bisotto provocou forte reação de pessoas que consideraram a fala ofensiva à figura central do cristianismo.
O termo utilizado também é considerado pejorativo e capacitista quando empregado para atacar ou desqualificar pessoas com deficiência intelectual.
Fala tinha como objetivo destacar força de pequenos movimentos
O contexto mais amplo do trecho mostra que Bisotto utilizava o crescimento do cristianismo como comparação para defender que grupos inicialmente pequenos podem alcançar grande influência.
Apesar dessa intenção argumentativa, a escolha das palavras utilizadas para se referir a Jesus passou a ser o centro da repercussão.
Nas redes sociais, páginas religiosas, políticos e usuários compartilharam o vídeo criticando o marqueteiro.
Vídeo volta a circular durante campanha de Renan Santos
A repercussão ocorre em um momento de maior exposição nacional do MBL e do partido Missão, que tem Renan Santos como candidato à Presidência da República.
Bisotto possui atuação ligada à comunicação e ao marketing do movimento, o que fez com que o episódio também passasse a ser utilizado por adversários políticos para questionar integrantes do grupo.
A fala, entretanto, é de responsabilidade de Eduardo Bisotto e não deve ser automaticamente atribuída a Renan Santos, ao partido Missão ou a todos os integrantes do MBL.
Episódio gera reação entre cristãos
A forma utilizada por Bisotto para se referir a Jesus foi classificada por críticos como desrespeitosa à fé cristã.
Algumas publicações também passaram a cobrar um posicionamento de integrantes do MBL e do partido Missão sobre o episódio.
Até o momento, o principal elemento que circula nas redes é o trecho da própria gravação.
O caso mostra como declarações antigas podem voltar ao centro do debate político durante uma campanha, principalmente quando envolvem religião, figuras públicas e grupos que disputam espaço eleitoral.




