Minas

Agiotas São Presos em Mg Após Tortura de Devedores e Polícia Sequestra R$ 22 Milhões

Operação Gargântua prendeu dez pessoas nesta quinta-feira (20). Segundo a Polícia Civil, grupo cobrava juros abusivos, ameaçava vítimas e recorria à violência quando os pagamentos não eram feitos.

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Dez pessoas foram presas temporariamente nesta quinta-feira (20) durante uma operação da Polícia Civil de Minas Gerais contra um grupo suspeito de agiotagem, extorsão, lavagem de dinheiro e tortura de devedores.

A Operação Gargântua foi realizada pelo Departamento Estadual de Operações Especiais e cumpriu mandados em Belo Horizonte, Contagem, Vespasiano, Capitólio, São José da Lapa e outras cidades mineiras.

Ao todo, foram expedidos 11 mandados de prisão temporária. Um dos investigados ainda não havia sido localizado.

Polícia identifica pelo menos 30 vítimas

Segundo as investigações, o grupo emprestava dinheiro com facilidade e sem consulta a cadastros de crédito, mas aplicava juros considerados abusivos.

Quando os devedores não conseguiam pagar os valores exigidos, teriam sido submetidos a ameaças, extorsões e agressões.

A Polícia Civil afirma já ter identificado pelo menos 30 vítimas.

Cinco delas teriam sido submetidas a tortura.

Vídeos das agressões foram encontrados

De acordo com a investigação, os próprios suspeitos registravam algumas das agressões em vídeo.

As imagens fazem parte do material analisado pela polícia e são utilizadas para dimensionar a violência empregada na cobrança das dívidas.

Em razão do conteúdo sensível, detalhes gráficos das agressões não são reproduzidos nesta reportagem.

Familiares dos devedores também entravam na mira

Segundo o delegado Rafael Machado, no momento dos empréstimos o grupo exigia cópias ou fotografias de documentos de parentes das vítimas.

A preferência, de acordo com a investigação, era por documentos das mães dos devedores.

A suspeita é de que essas informações fossem utilizadas como forma adicional de pressão durante as cobranças.

R$ 22 milhões, veículos e embarcações são bloqueados

A Justiça determinou o sequestro de valores e imóveis avaliados em aproximadamente R$ 22 milhões.

Também foram atingidos 23 veículos e cinco embarcações.

A Polícia Civil suspeita que empresas de fachada eram utilizadas para movimentar e lavar o dinheiro obtido pelo grupo.

Dois irmãos seriam líderes do esquema

Segundo a investigação, dois irmãos são apontados como líderes da organização.

Entre os presos estão três mulheres.

Inicialmente, os investigados podem responder por crimes como organização criminosa, associação para o tráfico, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, extorsão e tortura.

As responsabilidades individuais ainda serão definidas ao longo da investigação.

A Polícia Civil informou que a operação deve ter novos desdobramentos a partir da análise dos materiais apreendidos e dos depoimentos dos investigados.

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Breno Veja Minas

Redator, escritor e gestor do Veja Minas, portal de notícias sobre Minas Gerais. Cuido de toda a operação editorial, da apuração à publicação, acreditando no jornalismo como forma de informar e aproximar as pessoas dos fatos.

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