O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou neste sábado (5) que o Banco Master seria “produto da atuação de uma máfia no Brasil” e associou o crescimento da instituição ao período do governo de Jair Bolsonaro.

A declaração foi feita durante uma agenda de campanha. Haddad também citou a gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central e mencionou relações de pessoas ligadas ao banco com integrantes e aliados do governo anterior.
As falas representam a avaliação política de Haddad e não equivalem, por si só, a uma conclusão judicial sobre eventual organização criminosa envolvendo os citados.
Haddad relaciona crescimento do Master ao governo anterior
Segundo Haddad, o banco “nasce, cresce e se desenvolve” durante a gestão de Roberto Campos Neto à frente do Banco Central.
Foi nesse período que Daniel Vorcaro recebeu autorização para assumir o controle do então Banco Máxima, que posteriormente passou a se chamar Banco Master.
O candidato também citou ex-ministros do governo Bolsonaro que teriam mantido negócios com a instituição financeira, sem mencionar todos nominalmente durante o discurso.
Doações de cunhado de Vorcaro entram no discurso
Haddad também mencionou as doações eleitorais feitas por Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, às campanhas de Jair Bolsonaro e de Tarcísio de Freitas em 2022.
Zettel doou, ao todo, R$ 5 milhões, sendo R$ 3 milhões para a campanha presidencial de Bolsonaro e R$ 2 milhões para Tarcísio, então candidato ao governo paulista.
Em ambos os casos, ele foi o maior doador individual das campanhas.
As doações eleitorais, isoladamente, não comprovam irregularidade.
“Todo mundo pôs a mão no dinheiro do Master”, diz Haddad
Durante a fala, Haddad elevou o tom das críticas e afirmou: “Todo mundo pôs a mão no dinheiro do Master. E nós não chamamos isso pelo nome que tem. Isso é uma máfia.”
A declaração foi feita em meio às investigações que envolvem o Banco Master, Daniel Vorcaro e diferentes agentes públicos e privados.
Haddad também relacionou o caso às investigações sobre a tentativa de ruptura institucional após as eleições de 2022.
Candidato cita plano “Punhal Verde e Amarelo”
O ex-ministro da Fazenda relembrou o chamado “Punhal Verde e Amarelo”, plano investigado pela Polícia Federal que previa ações contra Luiz Inácio Lula da Silva, Geraldo Alckmin e Alexandre de Moraes.
Haddad afirmou que os episódios estariam inseridos, na visão dele, em um mesmo ambiente político de tentativa de manutenção de poder.
Essa associação representa a interpretação apresentada pelo candidato durante a campanha e não significa que as investigações tenham estabelecido juridicamente uma ligação direta entre todos os fatos citados.
O caso Banco Master continua sendo alvo de diferentes investigações, depoimentos e disputas políticas, com versões distintas apresentadas pelos envolvidos.




