O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou nesta quinta-feira (10) que não apoiaria o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno das eleições de 2026.

Sobre Flávio Bolsonaro (PL), Cury disse que poderia declarar apoio, mas condicionou a decisão a explicações do senador sobre suspeitas relacionadas ao caso Banco Master.
“Não apoiaria Lula em hipótese nenhuma”
A declaração foi feita durante uma agenda com empresários e investidores na Avenida Faria Lima, em São Paulo.
Ao ser questionado sobre uma possível segunda rodada eleitoral, Cury afirmou que não apoiaria Lula “em hipótese nenhuma”.
Na avaliação do candidato, um eventual segundo turno entre ele e o atual presidente seria um “pesadelo” para Lula. Cury também afirmou considerar que uma disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro seria um cenário mais favorável ao petista.
As declarações representam a avaliação política do próprio candidato.
Apoio a Flávio dependeria de esclarecimentos
Cury afirmou que poderia apoiar Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, desde que o senador apresente esclarecimentos sobre suspeitas envolvendo o caso Banco Master.
O candidato mencionou especificamente questionamentos relacionados a um encontro de Flávio com Daniel Vorcaro.
“A promiscuidade com o Banco Master tem de ser resolvida, doa a quem doer”, declarou.
As suspeitas citadas por Cury estão em apuração e não representam, por si só, comprovação de irregularidade por parte do senador.
Cury volta a defender mudanças no STF
Durante o encontro, o presidenciável também criticou o atual modelo de composição do Supremo Tribunal Federal.
Cury defendeu mandatos de oito anos para ministros da Corte e sugeriu que diferentes carreiras jurídicas tenham representação no tribunal.
Segundo ele, o modelo ideal reduziria a influência direta do presidente da República na escolha dos integrantes do STF.
O candidato afirmou ainda que, caso seja eleito, pretende apresentar propostas de reforma ao Congresso logo no início do mandato.
Economia e apostas também entraram no debate
Augusto Cury também defendeu maior tributação das empresas de apostas e comentou possíveis nomes ligados à formulação de sua política econômica.
Ele afirmou manter conversas com economistas como Mansueto Almeida, Marcos Lisboa, Mauro Benevides e Armínio Fraga, mas não anunciou oficialmente integrantes de uma eventual equipe de governo.
Cury aparece na terceira colocação em pesquisas eleitorais citadas durante a campanha, ainda distante dos dois primeiros colocados.




