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terça-feira, 03 de novembro de 2026

Preso vestido de mulher, homem diz ter matado cerca de 80 pessoas na Paraíba

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Um homem de 33 anos, investigado por uma série de homicídios na Paraíba, afirmou à Polícia Civil ter matado cerca de 80 pessoas ao longo da vida.

O suspeito, identificado como Jorlan Lopes da Silva, foi preso no domingo (13), em Mulungu, no Agreste paraibano, enquanto tentava fugir vestido com roupas femininas e carregando uma criança de aproximadamente dois anos no colo.

A declaração sobre as 80 mortes, porém, ainda não foi confirmada pela polícia.

Polícia já relaciona suspeito a 16 homicídios

Segundo a Polícia Civil, há elementos que relacionam Jorlan a 16 homicídios cometidos em aproximadamente três meses, principalmente na região do Vale do Mamanguape.

O delegado responsável pelo caso afirmou que os investigadores agora confrontam as declarações do suspeito com registros de homicídios, provas técnicas e outras investigações.

O próprio Jorlan teria dito aos policiais que cometeu o primeiro homicídio aos 13 anos.

Suspeito tentou fugir disfarçado

De acordo com a investigação, Jorlan passou por policiais usando vestido, peruca, sandálias femininas, óculos escuros e unhas pintadas.

Ele também carregava uma criança que, segundo a polícia, não era parente dele.

Em determinado momento, o suspeito teria retornado ao imóvel onde estava escondido, pegado um revólver e deixado a criança.

Na saída, parte do disfarce teria se deslocado e uma tatuagem permitiu que os policiais o reconhecessem.

A prisão ocorreu após cerca de 48 horas de operação.

Duplo homicídio está entre os crimes investigados

Entre os casos atribuídos ao suspeito está o assassinato de dois comerciantes ocorrido em 1º de agosto, em Rio Tinto.

Segundo a Polícia Civil, Jorlan teria participado do crime ao lado de outros quatro homens.

A investigação também apura a possível participação dele na morte de uma jovem. O corpo teria sido localizado depois que o próprio suspeito indicou aos policiais onde a vítima estava enterrada.

Polícia apura possível ligação com facção

Os investigadores também apuram uma possível ligação de Jorlan com uma facção criminosa originária do Rio de Janeiro e com atuação na Paraíba.

Segundo a polícia, ele teria se escondido em uma comunidade de Cabedelo associada à organização após fugir de uma operação.

Outros dois homens suspeitos de ligação com o mesmo grupo também foram presos.

Número de 80 mortes ainda será verificado

Embora o próprio suspeito tenha afirmado ter cometido aproximadamente 80 homicídios, esse número ainda não é tratado como confirmado.

A Polícia Civil continua analisando os elementos para verificar quantos crimes podem, de fato, ser atribuídos a Jorlan.

Nesta terça-feira (15), ele foi encaminhado ao Presídio Sílvio Porto, em João Pessoa.

As investigações continuam.

Breno Veja Minas
Colunista / Autor

Breno Veja Minas

Redator, escritor e gestor do Veja Minas, portal de notícias sobre Minas Gerais. Cuido de toda a operação editorial, da apuração à publicação, acreditando no jornalismo como forma de informar e aproximar as pessoas dos fatos.

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