Operação cumpriu 23 mandados de busca e apreensão contra pessoas físicas e empresas ligadas a um esquema de investimentos conhecido entre vítimas como “Banco do Pastor”. Prejuízo estimado passa de R$ 1,1 milhão.

A Polícia Civil realizou nesta terça-feira (18) uma operação para investigar um esquema de lavagem de dinheiro e golpes financeiros envolvendo a Igreja Evangélica Apostólica Vida e Adoração.
A ação ocorreu em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, e incluiu o cumprimento de 23 mandados de busca e apreensão contra pessoas físicas e jurídicas.
Os alvos estão distribuídos entre Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Duque de Caxias e São Paulo.
Fiéis eram incentivados a investir
Segundo as informações divulgadas sobre a investigação, integrantes da igreja teriam influenciado fiéis a aplicar dinheiro em uma plataforma chamada “Gal Invest Bank”.
O sistema era operado pela empresa Grupo América Latina e ficou conhecido entre vítimas como “Banco do Pastor”.
Os investidores eram atraídos pela promessa de rendimento mensal de aproximadamente 10% sobre o valor aplicado.
De acordo com os relatos reunidos pela polícia, os pagamentos prometidos não eram realizados como esperado.
Prejuízo ultrapassa R$ 1,1 milhão
Até o momento, pelo menos sete registros de ocorrência foram relacionados ao caso.
O prejuízo estimado supera R$ 1,1 milhão.
A investigação busca entender como o dinheiro era captado, para onde os valores eram direcionados e se havia um esquema estruturado de lavagem de recursos.
Operação foi chamada de “Golpe da Fé”
A ação recebeu o nome de “Golpe da Fé” justamente porque a confiança religiosa teria sido utilizada como elemento para convencer as vítimas a investir.
A polícia apura se a proximidade entre líderes religiosos e fiéis foi explorada para aumentar a credibilidade do suposto investimento.
As investigações ainda estão em andamento.
Mandados também atingem empresas
Os 23 mandados de busca e apreensão não foram direcionados apenas a pessoas físicas.
Empresas também aparecem entre os alvos da operação.
Documentos, aparelhos eletrônicos e registros financeiros apreendidos deverão ser analisados para identificar a participação de cada investigado.
Até a conclusão do caso, as suspeitas permanecem sob apuração e não representam condenação definitiva dos envolvidos.




