A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinou que a TV Globo não exibisse o púlpito reservado a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vazio durante o debate presidencial desta quinta-feira (1º), já havia declarado publicamente voto no petista nas eleições de 2022.

A informação ganhou repercussão nas redes sociais após a decisão da magistrada envolvendo o debate presidencial.
Declaração ocorreu antes de chegada ao TSE
Em vídeo divulgado durante a eleição de 2022, Estela declarou apoio a Lula e relacionou sua escolha, à época, à defesa da democracia e do Estado de Direito.
A manifestação ocorreu anos antes de sua nomeação para o Tribunal Superior Eleitoral.
Estela foi nomeada para o TSE em julho de 2025 pelo presidente Lula.
Ministra proibiu exibição do púlpito vazio
Na decisão tomada nesta quinta-feira, Estela Aranha determinou que a Globo não mostrasse o púlpito que ficaria reservado a Lula caso ele não comparecesse ao debate.
A ministra argumentou que uma regra que previsse consequências negativas pela ausência poderia funcionar como forma de pressionar candidatos a participarem de um evento cuja presença é facultativa.
Lula já havia comunicado que não participaria do debate e, no mesmo horário, concederia entrevista ao Flow Podcast.
Decisão entrou no centro da disputa eleitoral
Após a determinação do TSE, a decisão passou a ser criticada por adversários do presidente e por apoiadores de outros candidatos.
O fato de Estela ter declarado voto em Lula em 2022 também passou a ser citado nessas críticas.
A declaração anterior de voto e a decisão judicial são fatos distintos. Até o momento, não há indicação de que a manifestação feita em 2022 tenha sido apontada pelo TSE como impedimento jurídico para sua atuação no caso.
Debate acabou cancelado
A TV Globo posteriormente cancelou o debate presidencial.
Além da ausência já anunciada por Lula, Flávio Bolsonaro (PL) também desistiu de participar após decisões judiciais que alteraram a dinâmica inicialmente prevista pela emissora.
Outra decisão, do ministro Gilmar Mendes, autorizou a participação de Renan Santos, candidato do Missão.
Com as mudanças e desistências, a Globo decidiu não realizar o encontro entre os presidenciáveis.




