Em vídeo, o deputado federal lista episódios que considera ofensivos aos cristãos, critica famosos que têm declarado apoio a Lula e diz que cristão também é cidadão “na hora de declarar o voto”.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou um vídeo nas redes sociais em que questiona e critica artistas que, segundo ele, estariam sendo usados pelo PT para promover uma “guerra religiosa” com fins eleitorais. Tudo o que está descrito abaixo é fala e opinião do deputado. O Veja Minas não verificou os episódios que ele cita.
A pergunta repetida: “onde estavam os artistas?”
Na primeira parte do vídeo, Nikolas repete a pergunta “onde estavam os artistas quando…” para listar situações que, na avaliação dele, ofenderam símbolos cristãos. Entre elas, segundo ele:
- o especial de Natal do Porta dos Fundos, lançado pela Netflix, que retratou Jesus como homossexual;
- o enredo de carnaval da escola de samba Gaviões da Fiel, em que Jesus era derrotado por Lúcifer;
- um homem preso após quebrar a imagem de Nossa Senhora em uma igreja de Minas Gerais;
- um vereador do PT que teria invadido uma igreja durante uma missa, para fazer militância;
- o uso de santos católicos em uma campanha de uso de preservativos na Parada LGBT;
- a performance de Viviane Beleboni, que encenou uma crucificação na 19ª Parada LGBT de São Paulo;
- o desfile da escola Acadêmicos de Niterói, no Rio, com homenagem a Lula, que, segundo ele, “debochou da família brasileira” em uma lata de conserva;
- um deputado do PSOL que, segundo ele, reduziu mães a “pessoas que gestam”.
A acusação ao PT
Em seguida, o deputado afirma: “Todo mundo quer ganhar as eleições, mas promover uma guerra religiosa para tirar proveito político é baixo até mesmo para os padrões do PT”. Ele também critica o uso de artistas que, segundo ele, “sempre zombaram dos cristãos” para essa finalidade.
O vídeo não identifica quais artistas ele tem em mente nem a que declarações ou eventos está respondendo.
“Onde vocês estavam?”
Nikolas contrapõe a ausência dos artistas à presença dos cristãos: “Nós estávamos nas igrejas, no domingo, na Escola Bíblica Dominical, jejuando, orando, na vigília, dentro das células”. Ele afirma que “ninguém mais tem o poder de redenção”, “político nenhum e nem eleição nenhuma”, e que o cristão é cidadão “na hora de pagar o imposto” e também “na hora de declarar o nosso voto”.
Ele ainda critica quem se diz defensor do cristianismo e, segundo ele, “só vai à igreja de quatro em quatro anos”, e afirma que “tem gente prometendo o paraíso há 20 anos e só está trazendo o inferno”. Encerra com ironia: “Então parabéns pela tentativa, artistas. Tentem na próxima”.
O que ainda não foi esclarecido
No material disponível, não constam:
- a data e a plataforma da publicação;
- os artistas e os eventos a que ele responde;
- a resposta do PT, de Lula ou de artistas às acusações;
- a verificação independente de cada episódio citado.
Antes de compartilhar
- o vídeo é opinião de um parlamentar em campanha, e não um relato verificado;
- cada episódio citado tem contexto próprio, e juntar tudo numa lista pode simplificar demais os fatos;
- desconfie de cortes e legendas que atribuem a ele frases que o vídeo não traz.
E em Sete Lagoas e em Minas Gerais?
Nikolas Ferreira é deputado federal por Minas Gerais, e o vídeo cita um caso ocorrido, segundo ele, em uma igreja mineira. O debate sobre religião e eleições também chega aos eleitores da cidade, que votam no segundo turno, em 25 de outubro.
O Veja Minas acompanha o caso e atualiza a matéria assim que houver resposta dos citados.
Informações: vídeo publicado por Nikolas Ferreira nas redes sociais.




