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Quadrilha Que Invadia Casas de Luxo e Obrigava Vítimas a Fazer Pix É Alvo de Operação no Rio; Video

Grupo é investigado por ataques em bairros como Gávea, São Conrado e Jardim Botânico. Segundo a Polícia Civil, vítimas eram mantidas reféns enquanto criminosos exigiam transferências bancárias.

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Uma quadrilha especializada em invadir residências de alto padrão e obrigar moradores a realizar transferências via Pix foi alvo de uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro. O grupo é investigado por roubos em bairros da Zona Sul da capital, entre eles Gávea, São Conrado e Jardim Botânico.

Segundo a investigação, os criminosos entravam nas casas, rendiam os moradores e mantinham as vítimas sob ameaça durante longos períodos enquanto exigiam transferências bancárias.

A operação foi realizada na quinta-feira (6) e teve como alvo suspeitos ligados à organização. Mandados de prisão foram cumpridos em diferentes pontos da Zona Norte do Rio.

A Polícia Civil afirma que seis pessoas já foram presas ao longo das investigações iniciadas em fevereiro.

Vítimas ficaram cerca de três horas reféns

Um dos casos investigados aconteceu em São Conrado no dia 3 de agosto.

Segundo a polícia, moradores de uma residência foram mantidos reféns por aproximadamente três horas. Durante o período, os criminosos teriam obrigado as vítimas a realizar transferências bancárias que somaram cerca de R$ 30 mil.

A investigação levou à identificação de uma mulher apontada como responsável por receber parte dos valores e posteriormente repassá-los aos demais integrantes do grupo.

O trabalho de inteligência também permitiu identificar outros suspeitos e detalhar como a quadrilha estaria organizada.

Quadrilha dividia funções durante os roubos

De acordo com a Polícia Civil, os integrantes desempenhavam funções específicas durante as ações.

Alguns suspeitos atuavam no reconhecimento dos possíveis alvos e acompanhavam a movimentação policial nas regiões escolhidas.

Outros eram responsáveis pelo transporte do grupo.

Havia ainda os chamados “puladores”, que entravam nas residências, e integrantes responsáveis por pressionar as vítimas a realizar transferências bancárias de valores elevados.

A estrutura permitia que diferentes participantes atuassem em etapas específicas dos crimes.

Chefe do grupo já estava preso, segundo investigação

Um dos pontos que mais chamou a atenção dos investigadores foi a suspeita de que o homem apontado como líder da organização continuava comandando as ações mesmo dentro do sistema prisional.

Márcio de Oliveira Lourenço, conhecido como Bebel, já estava preso no Complexo de Gericinó.

Segundo a investigação, ele continuaria enviando orientações aos demais integrantes do grupo.

Diante das informações levantadas, a polícia solicitou a transferência dele para o Regime Disciplinar Diferenciado, o RDD.

Suspeito morreu durante operação

Durante o cumprimento dos mandados, Victor Santana dos Reis, investigado por suspeita de integrar o grupo, morreu em uma ação policial no Morro do 18.

Segundo a versão apresentada pela Polícia Civil, houve troca de tiros durante a abordagem.

Outro investigado apontado como um dos responsáveis pelas invasões às residências foi localizado no Morro do Andaraí.

As investigações continuam para identificar e localizar outros possíveis participantes.

Câmeras ajudaram a reconstruir atuação dos suspeitos

Imagens de câmeras de segurança também se tornaram importantes para a investigação.

Registros obtidos durante ataques realizados em março mostram homens com os rostos cobertos entrando e saindo de residências.

Além das câmeras particulares, a investigação contou com informações da Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública, a Civitas, da Prefeitura do Rio.

O sistema foi utilizado para analisar veículos associados aos investigados e reconstruir trajetos percorridos pelo grupo.

A Civitas possui milhares de câmeras espalhadas pela cidade e dispõe de equipamentos capazes de fazer leitura de placas, reconstrução de trajetos e identificação de padrões de deslocamento.

Veículo circulava principalmente durante a madrugada

De acordo com os levantamentos, um dos veículos relacionados à investigação foi identificado com maior frequência em regiões como Lagoa, Gávea, Rio Comprido e Tijuca.

Os deslocamentos aconteciam principalmente entre meia-noite e 5h.

As informações sobre horários, trajetos e regiões frequentadas ajudaram os investigadores a identificar possíveis bases utilizadas pela quadrilha e compreender o padrão de atuação do grupo.

A operação reuniu diferentes órgãos de segurança, incluindo unidades da Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e setores de inteligência.

As diligências permanecem em andamento para identificar todos os envolvidos nos roubos.

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Breno Veja Minas

Redator, escritor e gestor do Veja Minas, portal de notícias sobre Minas Gerais. Cuido de toda a operação editorial, da apuração à publicação, acreditando no jornalismo como forma de informar e aproximar as pessoas dos fatos.

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