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Relatório da Pf Cita Conversa em Que Ex-Agente Atribui Pixbet a Daniel Vorcaro; Vínculo Não É Comprovado

Diálogo envolvendo Marilson Roseno, apontado pelos investigadores como chefe do grupo chamado “A Turma”, aparece em investigação relacionada ao banqueiro. Formalmente, a Pixbet pertence aos empresários Ernildo Junior e Diomar Tadeu.

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m relatório da Polícia Federal relacionado às investigações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro registra uma conversa em que o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva afirma que a casa de apostas Pixbet pertenceria ao empresário.

A declaração, revelada pelo Metrópoles, aparece em uma conversa de outubro de 2024 entre Marilson e um contato identificado como “Pk Caiava”.

Apesar da afirmação feita no diálogo, não há confirmação pública de que Daniel Vorcaro seja ou tenha sido proprietário da Pixbet. Formalmente, a empresa é ligada aos empresários Ernildo Junior de Farias Santos e Diomar Tadeu Dantas de Farias.

Conversa aparece em investigação da Polícia Federal

Segundo o relatório citado pelo Metrópoles, Marilson perguntou ao interlocutor se ele sabia quem seria o proprietário da Pixbet.

Na sequência, fez referência a uma pessoa que teria participação de 25% no Atlético-MG e depois identificou esse empresário como Daniel Vorcaro.

O diálogo não foi incluído pela Polícia Federal no documento com a finalidade de comprovar que Vorcaro seria proprietário da casa de apostas.

Segundo a reportagem, a conversa foi utilizada pelos investigadores como mais um elemento para demonstrar a proximidade de Marilson com o banqueiro e a forma como ele se referia a Vorcaro.

PF apontou Marilson como integrante de grupo ligado a Vorcaro

Marilson Roseno é um policial federal aposentado investigado em um caso envolvendo a obtenção de informações sigilosas sobre apurações que atingiam Daniel Vorcaro e o Banco Master.

De acordo com a investigação, ele teria recebido pagamentos para recrutar outros agentes e obter acesso a informações internas da Polícia Federal.

A própria investigação passou a se referir ao grupo como “A Turma”.

As suspeitas ainda são objeto de apuração e devem ser analisadas dentro dos respectivos processos judiciais.

Pixbet entrou na mira de outra operação da PF

A revelação da conversa ganhou repercussão justamente no mesmo dia em que a Pixbet foi alvo da Operação Arena, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (13).

A operação investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e utilização de estruturas empresariais no exterior para movimentar recursos relacionados ao mercado de apostas.

Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em cinco estados.

A Justiça também autorizou o bloqueio e sequestro de até R$ 1,1 bilhão em bens e valores ligados aos investigados.

Investigação apura envio de recursos ao exterior

Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado na Operação Arena teria utilizado empresas brasileiras e estruturas sediadas fora do país para ocultar a origem e o destino de recursos provenientes de apostas.

Uma das empresas citadas é a Pix Star, sediada em Curaçao, no Caribe.

A investigação apura se contratos de prestação de serviços teriam sido utilizados para justificar transferências de recursos ao exterior e posterior retorno desse dinheiro ao patrimônio dos investigados.

A existência da investigação não significa que os envolvidos tenham sido condenados pelos crimes apurados.

Nelson Wilians também foi alvo da operação

Entre os alvos das buscas está o advogado Nelson Wilians, cujo escritório possui relação profissional com empresas do setor de apostas.

A defesa afirmou que o vínculo do escritório com a Pixbet decorre exclusivamente da prestação de serviços jurídicos e criticou qualquer tentativa de atribuir responsabilidade criminal ao advogado com base na atividade exercida para clientes.

A Pixbet também afirmou à imprensa que aguardava acesso integral aos autos para se manifestar sobre as acusações.

E qual é a relação de Vorcaro com a Pixbet?

Até o momento, a conversa registrada pela Polícia Federal não comprova que Daniel Vorcaro tenha participação societária na Pixbet.

O próprio material divulgado deixa em aberto diferentes possibilidades, inclusive a de Marilson estar reproduzindo uma informação incorreta ou confundindo empresas do setor.

Outro elemento citado na conversa chama atenção: Marilson teria mencionado um futuro patrocínio da Pixbet ao Atlético-MG.

A empresa, porém, não se tornou patrocinadora do clube. Posteriormente, a H2bet foi anunciada como patrocinadora do Atlético.

Vorcaro, por outro lado, possui participação na SAF que controla o futebol do clube mineiro.

A afirmação de que a Pixbet pertenceria ao banqueiro, portanto, deve ser tratada como uma declaração registrada em uma conversa investigada pela PF, e não como um vínculo societário comprovado.

As investigações envolvendo a Operação Arena e os diferentes casos relacionados a Daniel Vorcaro continuam em andamento.

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Breno Veja Minas

Redator, escritor e gestor do Veja Minas, portal de notícias sobre Minas Gerais. Cuido de toda a operação editorial, da apuração à publicação, acreditando no jornalismo como forma de informar e aproximar as pessoas dos fatos.

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