Estimativa foi relatada a interlocutores um dia após a reeleição de Lula; PL, que terá a maior bancada da Casa em 2027, quer emplacar Rogério Marinho e destravar pedidos contra ministros do STF
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), disse a interlocutores que calcula ter pelo menos 48 votos para permanecer no comando da Casa a partir de fevereiro de 2027, segundo a CNN Brasil. O número, se confirmado, superaria os 41 votos exigidos para a eleição da Mesa Diretora.
Alcolumbre também sinalizou que não pretende colocar em votação pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente Alexandre de Moraes. A posição o coloca em confronto direto com uma das principais bandeiras do PL, que terá a maior bancada do Senado na próxima legislatura.
Estimativa, não compromisso
Alcolumbre não divulgou a lista de apoiadores, e os nomes dos 48 senadores não são conhecidos. Por isso, o total é uma estimativa política atribuída ao presidente do Senado, e não um compromisso formal. Como o voto para a Mesa é secreto, apoios podem mudar até a votação.
A disputa com o PL
- O PL sai das urnas com a maior bancada do Senado em 2027, mas não tem votos suficientes para eleger sozinho o presidente da Casa;
- O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, aparece como interessado na sucessão;
- Marinho já afirmou que uma reforma do Judiciário seria prioridade caso assumisse a presidência do Senado;
- Alcolumbre aposta na aproximação com partidos de centro e com a base de Lula para compensar a resistência do PL.
O impasse sobre o impeachment
A Constituição atribui ao Senado o julgamento de ministros do STF por crimes de responsabilidade. Antes de chegar ao plenário, porém, o pedido precisa ser admitido pela Presidência da Casa. Sem esse despacho, a proposta não avança.
O PL usou a campanha para defender mudanças no comando do Senado e pressionar pela análise dos pedidos contra integrantes do Supremo. Marinho propôs que a abertura do processo se tornasse automática quando houvesse apoio de 49 senadores, regra que hoje não existe.
Como será a eleição
- Data: 1º de fevereiro de 2027, quando os senadores eleitos em outubro tomam posse;
- Votação: secreta;
- Maioria necessária: 41 votos. Se ninguém atingir esse número no primeiro turno, há nova votação entre os dois mais votados.
Alcolumbre voltou à presidência do Senado em fevereiro de 2025, com 73 votos. Antes, comandou a Casa entre 2019 e 2021. No domingo (25), após a proclamação do resultado, ele reconheceu oficialmente a reeleição de Lula e defendeu a pacificação do país.
O que ainda não foi esclarecido
- Quais senadores compõem os 48 votos calculados por Alcolumbre;
- Se o PL vai lançar oficialmente Rogério Marinho ou outro nome;
- O tamanho exato da bancada do PL em 2027, que varia entre levantamentos;
- O que dizem Alcolumbre e a liderança do PL publicamente sobre os números. [posições oficiais]
Antes de compartilhar
Contagens de votos para a presidência do Senado são estimativas de bastidor e costumam mudar até o dia da eleição. O voto é secreto.
E em Sete Lagoas e em Minas Gerais?
A eleição para a presidência do Senado não tem ligação direta com Sete Lagoas, mas envolve os senadores mineiros, entre eles Domingos Sávio (PL), eleito em outubro, que vão participar da votação em fevereiro. O comando do Senado define o ritmo de pautas que afetam todo o país, como a reforma do Judiciário e as indicações ao STF.
O Veja Minas acompanha o caso e atualiza a matéria assim que houver novas informações.
Informações: Agora RN; CNN Brasil; Agência Senado.






