A 32ª Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Sete Lagoas, realizada nesta terça-feira (8), foi marcada por uma manifestação na Tribuna Legislativa sobre um atendimento no Hospital Municipal e pelo trancamento da pauta após um pedido de vistas a um veto do Executivo.
A cidadã Edméia Campolina relatou as circunstâncias da morte da nora, Kátia Regina Braga Campolina, e apontou uma suposta falha no atendimento prestado no Hospital Municipal.

“Eu estou aqui no momento apenas como cidadã sete-lagoana. Eu vim pedir justiça”, afirmou.
Comissão de Saúde se colocou à disposição
Após a manifestação, o presidente da Comissão de Saúde da Câmara, vereador Eraldo da Saúde (PSB), convidou Edméia para acompanhar os desdobramentos do caso em uma reunião agendada para a mesma data.
Outros vereadores também manifestaram solidariedade e colocaram os gabinetes à disposição.
Até o momento, o relato apresentado na Câmara representa a versão da cidadã e não constitui, por si só, confirmação de falha no atendimento. O caso ainda depende de apuração.
Pedido de vistas interrompeu votação de 22 matérias
Na Ordem do Dia, a Câmara tinha 22 matérias previstas para análise.
A votação das demais propostas, porém, foi interrompida após um pedido de vistas feito pelo líder do Governo, vereador Ismael Soares (PSB), em relação ao Veto Total ao Projeto de Lei Ordinária nº 57/2026.
Com o pedido, a pauta foi trancada e o veto ficou pendente de nova apreciação em plenário.
Projeto trata da identificação de profissionais de saúde
De autoria do vereador Deyvison da Acolher (Solidariedade), o PL nº 57/2026 já havia sido aprovado em dois turnos pela Câmara.
A proposta estabelece regras para a identificação dos profissionais de saúde nos documentos e impressos emitidos para pacientes do SUS na rede pública municipal.
O Executivo vetou integralmente o projeto.
Segundo a justificativa apresentada pela Prefeitura, a Secretaria Municipal de Saúde apontou possíveis problemas de inconstitucionalidade, interferência na gestão administrativa e violação à separação entre os Poderes.
O documento também mencionou possíveis entraves operacionais, rigidez legislativa e sobreposição a normas de conselhos profissionais.
Presidente da Câmara explica trancamento da pauta
O presidente da Câmara, vereador Ivan Luiz (PDT), explicou que o pedido de vistas é um direito parlamentar e que, como o veto era o primeiro item da pauta, a concessão impediu a continuidade das demais votações.
Segundo ele, a Presidência não poderia impedir o pedido e, por isso, a pauta precisou ser trancada.
A discussão sobre o Veto Total ao PL nº 57/2026 deverá retornar ao plenário em uma nova sessão.




