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terça-feira, 03 de novembro de 2026

Dólar chega a R$ 5,60 e Bolsa aciona circuit breaker pela primeira vez desde 2020 após reeleição de Lula

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Ibovespa chegou a cair mais de 17% no primeiro pregão depois da eleição; analistas atribuem a reação a temores sobre a política fiscal no quarto mandato

O dólar disparou e a Bolsa brasileira despencou nesta segunda-feira (26), no primeiro pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A moeda americana chegou a subir 12,5% por volta das 9h30, cotada a cerca de R$ 5,60, e o Ibovespa chegou a cair 17,34% ao longo do dia.

A queda levou a B3 a acionar o circuit breaker logo na abertura do mercado à vista, às 10h, interrompendo as negociações por 30 minutos. É a primeira vez que o mecanismo é usado desde março de 2020, no início da pandemia.

Os números do dia

  • Dólar: atingiu R$ 5,6048 na máxima. Por volta das 14h30, subia 8,82%, a R$ 5,4336;
  • Ibovespa: chegou a cair 17,34%. Às 14h30, recuava 14,10%, aos 176.173 pontos;
  • Ibovespa futuro: antes da abertura, às 9h05, o contrato com vencimento em 16 de dezembro (INDZ26) caía 14,84%, aos 177.215 pontos. A B3 ampliou o limite de oscilação diária desses contratos de -15% para -20% por causa da volatilidade;
  • Juros futuros: as taxas dos contratos de DI chegaram a subir mais de 300 pontos-base no início do dia, segundo o InfoMoney.

Se o ritmo de queda se mantiver até o fechamento, o pregão pode ser o pior em um dia desde setembro de 1998, segundo a CNN Brasil.

O que é o circuit breaker

O circuit breaker é um mecanismo da B3 que interrompe as negociações quando o Ibovespa cai muito em pouco tempo:

  • Queda de 10%: negócios suspensos por 30 minutos;
  • Queda de 15% após a retomada: nova pausa de 1 hora;
  • Queda de 20%: a B3 pode suspender os negócios por prazo definido por ela.

O objetivo é dar tempo para os investidores reavaliarem posições em momentos de pânico.

Por que o mercado reagiu assim

Segundo analistas ouvidos pela imprensa, a reação reflete a decepção do mercado financeiro com o resultado da eleição e temores sobre a política fiscal no quarto mandato de Lula. A Bolsa havia subido nas últimas semanas, chegando a operar acima dos 200 mil pontos após o primeiro turno, quando Flávio Bolsonaro terminou na frente. Com a virada de Lula, parte desses ganhos foi devolvida.

O que diz o governo

Até a publicação desta matéria, o governo federal, o Ministério da Fazenda e o Banco Central não haviam comentado a reação do mercado. [posição do governo e do BC]

O que ainda não foi esclarecido

  • Como o dólar e o Ibovespa vão fechar o dia; [cotações de fechamento]
  • Se o Banco Central vai intervir no câmbio;
  • Se a reação vai se prolongar nos próximos pregões ou se haverá recuperação;
  • Se o mercado vai antecipar uma alta da Selic na próxima reunião do Copom, em novembro, como passaram a apostar parte dos investidores.

Antes de compartilhar

Quedas fortes em um único dia não definem o comportamento do mercado no longo prazo. Desconfie de mensagens que falam em “confisco”, “quebra de bancos” ou “fim da poupança”: não há qualquer informação oficial nesse sentido. O Veja Minas não faz recomendação de investimento; decisões financeiras devem ser tomadas com orientação de um profissional certificado.

E em Sete Lagoas e em Minas Gerais?

A alta do dólar pode afetar, ao longo das próximas semanas, os preços de produtos importados, eletrônicos, viagens internacionais e de insumos ligados a combustíveis e ao agronegócio, com impacto no bolso de consumidores e empresas de Sete Lagoas e de todo o estado. O tamanho desse efeito depende de a cotação se manter alta ou recuar nos próximos dias.

O Veja Minas acompanha o caso e atualiza a matéria assim que houver novas informações.

Informações: B3; CNN Brasil; O Povo; InfoMoney; Forbes Brasil; Gazeta do Povo.

Breno Veja Minas
Colunista / Autor

Breno Veja Minas

Redator, escritor e gestor do Veja Minas, portal de notícias sobre Minas Gerais. Cuido de toda a operação editorial, da apuração à publicação, acreditando no jornalismo como forma de informar e aproximar as pessoas dos fatos.

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