Autor do vídeo relata maca pequena demais para o filho, colchão fino e falta de leitos, e cobra o prefeito; Prefeitura ainda não se manifestou
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um familiar de paciente criticando a estrutura do Hospital Municipal de Sete Lagoas. Na gravação, a pessoa afirma que o filho está internado em uma maca pequena, em que ele não cabe, enquanto passa mal, e classifica a infraestrutura da unidade como “vergonhosa”.
O autor do vídeo também cobra o prefeito Douglas Melo (PSD), questiona o destino dos impostos pagos pela população e pergunta onde estão as vagas e os leitos prometidos. A Prefeitura de Sete Lagoas ainda não se manifestou sobre as críticas.
O que diz o autor do vídeo
Segundo o relato:
- O paciente está em uma maca pequena, e o braço precisa ficar apoiado em uma coberta porque não cabe no espaço;
- Ele estaria vomitando muito, e a cabeceira da maca não sobe;
- O colchão teria “dois dedos” de espessura;
- A pessoa afirma que a saúde em Sete Lagoas está precária e questiona onde está o hospital novo e as vagas para crianças e adultos.
As condições relatadas não foram verificadas de forma independente pelo Veja Minas. A data da gravação e o estado de saúde do paciente não foram informados.
O contexto: o Hospital Regional
O Hospital Regional de Sete Lagoas teve as instalações entregues pelo Governo de Minas em 3 de junho deste ano, após obras iniciadas em 2010 e paralisadas entre 2015 e 2023. Na ocasião, o Estado anunciou R$ 76 milhões para a compra de equipamentos.
A unidade foi projetada com 226 leitos e deve atender cerca de 650 mil pessoas de 35 municípios. Segundo o governo estadual, parte das atividades do Hospital Municipal deve ser transferida para o Regional, e o Municipal seria transformado em unidade cirúrgica da Prefeitura. Em 2025, o Estado autorizou o repasse da administração do hospital ao município.
O que diz a Prefeitura
A Prefeitura de Sete Lagoas foi procurada para comentar as condições relatadas e a situação dos leitos. [posição da Prefeitura]
O que ainda não foi esclarecido
- Quando o vídeo foi gravado e o estado de saúde do paciente;
- Se o Hospital Municipal enfrenta superlotação ou falta de leitos no momento;
- Se o Hospital Regional já está em funcionamento e com quantos leitos abertos;
- Quem é responsável pela gestão do Regional e qual o cronograma de transferência dos atendimentos;
- Se há previsão de troca de macas e colchões no Hospital Municipal.
Antes de compartilhar
O vídeo mostra um paciente em atendimento. Não compartilhe imagens que permitam identificá-lo, nem dados da família. Críticas à estrutura da saúde pública podem ser registradas nos canais oficiais de ouvidoria.
Serviço
- 136: Disque Saúde, ouvidoria do SUS (gratuito)
- Reclamações sobre o atendimento também podem ser feitas à Ouvidoria da Prefeitura de Sete Lagoas e ao Conselho Municipal de Saúde
E em Sete Lagoas e em Minas Gerais?
O caso envolve diretamente a rede de saúde de Sete Lagoas, que atende moradores da cidade e de municípios vizinhos. A cobrança ocorre em meio às dificuldades financeiras relatadas pela Prefeitura, que publicou neste mês um decreto de contenção de gastos, e à expectativa pela abertura do Hospital Regional.
O Veja Minas acompanha o caso e atualiza a matéria assim que houver novas informações. Se você passou por situação parecida, envie seu relato para a nossa redação.
Informações: vídeo publicado nas redes sociais






