Elyne de Assis Nogueira tinha medida protetiva e acionou o botão do pânico minutos antes do crime; segundo a polícia, procurador municipal teria enviado a ela uma foto sua no bar com uma ameaça
A médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, foi morta a tiros na noite de segunda-feira (2), em um bar de Brasileia, no interior do Acre. O caso é investigado como possível feminicídio cometido por pistoleiro. Segundo a Polícia Civil, o autor dos disparos já foi identificado.
O ex-companheiro dela, o procurador municipal Francisco Valadares Neto, é apontado como suspeito de envolvimento na encomenda do crime. A eventual responsabilidade dele ainda está sendo apurada.
A ameaça antes do crime
Segundo informações da Polícia Civil divulgadas pela imprensa local:
- Uma fotografia da médica sentada à mesa, na calçada do bar, teria sido enviada ao procurador pouco antes do crime;
- Ele teria reencaminhado a foto à própria Elyne, com uma mensagem ameaçadora dizendo que ela não passaria daquele dia;
- Pouco depois, a médica foi atingida pelos disparos.
A polícia investiga quem tirou a fotografia, quem a enviou ao procurador e se outras pessoas participaram do planejamento.
Medida protetiva e botão do pânico
Elyne tinha uma medida protetiva contra o ex-companheiro e chegou a acionar o botão do pânico minutos antes de ser morta.
Suspeito foi hospitalizado
Na manhã de terça-feira (3), o procurador foi encontrado desacordado em casa e levado ao Hospital Regional do Alto Acre. Segundo informações preliminares, ele foi intubado e tinha sinais vitais estáveis. Há suspeita de intoxicação, ainda não confirmada oficialmente. Na tarde do mesmo dia, ele foi transferido para o Pronto-Socorro de Rio Branco.
O que diz a lei
Desde 2024, o feminicídio é crime autônomo no Código Penal, com pena de 20 a 40 anos de prisão, que pode ser aumentada quando o crime é cometido em descumprimento de medida protetiva.
O que ainda não se sabe
- A identidade do atirador e se ele foi preso;
- Se outras pessoas participaram do crime;
- O estado de saúde atual do procurador;
- O que diz a defesa do suspeito. [CONFIRMAR]
Serviço: violência contra a mulher
- 180: Central de Atendimento à Mulher (gratuito, 24 horas)
- 190: Polícia Militar, em situação de emergência
- Mulheres em situação de violência podem pedir medida protetiva em qualquer delegacia
O Veja Minas acompanha o caso e atualiza a matéria assim que houver novas informações.






