O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou extratos do próprio cartão de crédito para rebater a suspeita de que roupas feitas em uma alfaiataria de São Paulo teriam sido pagas por terceiros ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A controvérsia surgiu após a divulgação de um áudio enviado em 2025 pelo advogado Ciro Soares a Vorcaro. Na mensagem, o advogado afirma que havia levado Mendonça a uma alfaiataria para fazer um terno.
Notas fiscais somam R$ 26,4 mil
Após a divulgação do áudio, Mendonça apresentou duas notas fiscais da Alegrete Alfaiataria, emitidas em nome de sua mulher, com valor total de R$ 26,4 mil.
Os documentos incluem um terno cinza, dois blazers, camisas sob medida e acessórios.
Para esclarecer quem efetivamente realizou os pagamentos, o ministro também disponibilizou faturas de seu cartão de crédito.
Extratos mostram cobranças da alfaiataria
Na fatura com vencimento em março de 2025 aparece uma compra de R$ 4 mil realizada na alfaiataria em 8 de fevereiro, mesma data citada no contexto do áudio divulgado.
Na fatura seguinte consta a segunda parcela de R$ 4 mil e uma nova cobrança de R$ 3,3 mil, referente a outra compra feita no fim de fevereiro.
Os registros apresentados por Mendonça indicam que as despesas foram cobradas diretamente em seu cartão.

Ministro contesta interpretação do áudio
A apresentação dos documentos ocorre em meio a questionamentos sobre a relação de pessoas próximas a Daniel Vorcaro com autoridades e integrantes do Judiciário.
O áudio de Ciro Soares levantou suspeitas sobre eventual pagamento das roupas por terceiros, mas os extratos apresentados pelo ministro foram usados para sustentar a versão de que ele próprio arcou com os custos.
Até o momento, a divulgação da mensagem, isoladamente, não comprova que Vorcaro ou o advogado tenham pago pelos ternos de Mendonça.
O episódio integra uma sequência de revelações e questionamentos relacionados ao caso Banco Master e às relações mantidas por Daniel Vorcaro com figuras públicas.




