O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que o vice-presidente Geraldo Alckmin passe a integrar uma ação movida pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

A ação acusa Durigan de supostamente utilizar a estrutura do governo federal para beneficiar eleitoralmente a candidatura de Lula.
Alckmin terá de apresentar defesa
Com a decisão, Alckmin foi incluído no polo passivo da ação ao lado de Lula e Durigan.
Mendonça determinou a citação do vice-presidente para que ele apresente defesa dentro do prazo previsto pela Justiça Eleitoral.
A inclusão ocorreu após pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que argumentou que Alckmin, por integrar a chapa de Lula como candidato a vice-presidente, também deveria responder no processo.
Ação questiona compromissos de Durigan em São Paulo
A representação apresentada pela campanha de Flávio pede que o TSE apure se Dario Durigan teria utilizado recursos ou a estrutura da administração pública para viabilizar compromissos com suposto caráter eleitoral.
O processo menciona especificamente uma série de agendas realizadas pelo ministro da Fazenda em São Paulo no dia 17 de agosto.
Segundo a acusação, a atuação poderia configurar conduta vedada a agente público em benefício da candidatura de Lula.
Processo ainda está em andamento
A decisão de Mendonça apenas inclui Alckmin formalmente na ação e garante que ele tenha oportunidade de apresentar sua defesa.
Não há, até o momento, conclusão do TSE de que Lula, Alckmin ou Durigan tenham praticado irregularidade eleitoral.
As acusações apresentadas pela campanha de Flávio Bolsonaro ainda serão analisadas no decorrer do processo.




