Caso aconteceu no bairro Palmital, na Grande BH. Suspeito chegou a ser preso em flagrante, mas foi liberado horas depois. Polícia Civil investiga.

Uma menina de 10 anos denunciou à própria mãe, por meio de uma carta, que estaria sendo abusada pelo padrasto desde os 8 anos de idade.
O caso aconteceu no bairro Palmital, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Na carta, a criança escreveu que decidiu contar o que estava acontecendo porque estava cansada da situação e porque acreditava que a mãe não estava mais feliz no relacionamento.
“Mãe, eu preciso falar uma coisa: o ***** me abusa desde meus 8 anos. Eu quis falar isso porque eu tô cansada disso”, escreveu a menina.
Mãe instalou câmera e registrou conversa
Após receber a carta, a mãe tentou reunir elementos para denunciar o caso.
Ela instalou uma câmera na sala da casa e, segundo o relato apresentado à polícia, registrou uma conversa em que o homem teria pedido desculpas à criança pelos anos de abuso.
O suspeito foi preso em flagrante na última terça-feira (25), mas foi liberado horas depois.
Polícia Civil investiga
Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que o caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher de Santa Luzia.
A mãe da criança já foi ouvida e houve pedido de medida protetiva para a menina.
Segundo a instituição, as diligências estão em andamento para esclarecer completamente os fatos.
“Ela não me deu um sinal”, diz mãe
A mãe afirmou que estava casada com o suspeito havia mais de cinco anos e disse que nunca percebeu sinais claros do que estaria acontecendo.
Ela contou que chegou a deixar o trabalho fora de casa para montar um salão na própria residência e ficar mais próxima da família.
Segundo a mulher, a filha manteve o comportamento habitual, sem alterações visíveis em alimentação, notas ou humor.
A mãe afirmou ainda que se cobra por não ter percebido antes, mas disse que a criança conseguiu esconder a situação por muito tempo.
Como denunciar
Casos de violência contra crianças podem ser denunciados pelo Disque 100 e pelo número 181.
Em situações de emergência, também podem ser acionados a Polícia Militar pelo 190 e a Polícia Civil pelo 197.
A identidade da criança deve ser preservada para garantir sua proteção.




