Polícia Civil investiga o caso como feminicídio: segundo o delegado, o suspeito tentava manter um relacionamento com a vítima, que o rejeitava. Ele foi preso cerca de dez horas depois do crime
Uma mulher de 42 anos foi morta a facadas enquanto trabalhava em um bar na noite de sexta-feira (30), na Rua Delmiro Gouveia, no Centro de Santana do Ipanema, no Sertão de Alagoas. O suspeito, Enatan Duarte Silva, de 26 anos, foi preso cerca de dez horas depois, na manhã deste sábado (31), na mesma cidade.
Segundo a Polícia Civil, há fortes indícios de feminicídio. De acordo com o TNH1, a vítima trabalhava havia quatro dias como cozinheira no estabelecimento.
O que diz a polícia
O delegado Ebenezer Feijó afirmou que as investigações apontam duas linhas:
- Uma possível dívida financeira entre o suspeito e a vítima;
- A principal hipótese, porém, é de feminicídio: segundo o delegado, o homem tentava manter um relacionamento com a mulher, que o rejeitava.
O suspeito foi capturado por volta das 5h30 e levado ao Centro Integrado de Segurança Pública de Santana do Ipanema, onde seria ouvido e passaria por audiência de custódia.
As imagens
O ataque foi registrado pelas câmeras de segurança do bar. Segundo a polícia, o homem chegou ao local e, após um desentendimento, atacou a vítima com uma arma branca. Ela morreu no local. O suspeito fugiu, mas foi localizado pelas forças de segurança.
Repercussão
A Prefeitura de Santana do Ipanema divulgou nota de repúdio, manifestou solidariedade à família e afirmou que vai acompanhar a investigação e cobrar a responsabilização do autor. A administração do bar também se manifestou.
O que diz a lei
Desde 2024, o feminicídio é crime autônomo no Código Penal, com pena de 20 a 40 anos de prisão.
O que ainda não foi esclarecido
- Se a vítima já havia relatado ameaças ou registrado ocorrência contra o suspeito;
- Se ele tem passagens pela polícia;
- O resultado da audiência de custódia;
- O que diz a defesa do suspeito.
Antes de compartilhar
Não compartilhe o vídeo do ataque. As imagens expõem a vítima e causam sofrimento à família.
Serviço: violência contra a mulher
- 180: Central de Atendimento à Mulher (gratuito, 24 horas)
- 190: Polícia Militar, em situação de emergência
Insistência após uma recusa, perseguição e ameaças são sinais de alerta. Mulheres nessa situação podem pedir medidas protetivas em qualquer delegacia.
O Veja Minas acompanha o caso e atualiza a matéria assim que houver novas informações.
Informações: TNH1; Polícia Civil de Alagoas; Prefeitura de Santana do Ipanema.






