Polícia Federal apura se valores movimentados por Ulisses Barbosa teriam sido usados em despesas de Roberta Luchsinger e no pagamento de passagens aéreas de Fábio Luís Lula da Silva. Defesa de Lulinha nega irregularidades.

A Polícia Federal investiga a atuação de um operador financeiro suspeito de realizar saques e pagamentos em dinheiro vivo ligados à empresária Roberta Luchsinger, que mantém relação próxima com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O operador foi identificado como Ulisses Barbosa.
Segundo informações da investigação, conversas encontradas no celular de Roberta mostram orientações para movimentações financeiras, incluindo um depósito de R$ 50 mil em uma agência de viagens.
PF apura possível pagamento de passagens
Os investigadores analisam se parte dos valores movimentados em dinheiro vivo teria sido usada para pagar passagens aéreas de Lulinha.
Segundo a apuração, o depósito de R$ 50 mil coincidiu com uma viagem feita por Roberta e pelo filho do presidente.
A suspeita da Polícia Federal é de que pagamentos em espécie poderiam dificultar o rastreamento das despesas.
A investigação sobre a atuação de Ulisses deverá ser aprofundada.
Mensagens também citam despesas mensais
Outras conversas analisadas pela PF mostram Roberta mencionando gastos elevados relacionados a uma residência e a passagens.
Em uma dessas mensagens, ela teria falado em despesas de aproximadamente R$ 100 mil por mês.
A defesa de Lulinha afirma que não existe comprovação de que esse valor fosse gasto diretamente com ele e sustenta que as mensagens, caso sejam autênticas, estariam sendo interpretadas fora de contexto.
Lulinha é alvo de três inquéritos
As investigações envolvendo Fábio Luís foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal a partir do fim de julho.
A Polícia Federal apura suspeitas de tráfico de influência e corrupção envolvendo possíveis interesses de empresas junto ao governo federal.
Roberta entrou no radar das autoridades após ter o celular apreendido durante a Operação Sem Desconto, que investiga fraudes relacionadas a benefícios do INSS.
Mensagens encontradas no aparelho também apontam interlocução com Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula.
Os investigadores apuram se havia atuação conjunta para influenciar decisões do governo.
Defesas negam irregularidades
O advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, afirmou que não há comprovação de que os valores tenham sido utilizados para pagar viagens do filho do presidente.
A defesa também questiona a interpretação dada às mensagens incluídas nos relatórios.
Roberta e Marcola negam irregularidades.
Lulinha também nega qualquer participação em atos ilícitos.
As investigações continuam e ainda não há conclusão definitiva sobre as suspeitas apuradas.




