Grupo de 25 candidatos contesta a divisão do fundo eleitoral e cobra um piso de R$ 80 mil para financiar cada campanha.

Um grupo de candidatos do PT em Minas Gerais ameaça recorrer à Justiça contra o próprio partido após ficar sem recursos do fundo eleitoral para financiar as campanhas de 2026.
Segundo os relatos, 25 candidatos mineiros, sendo 11 a deputado estadual e 14 a deputado federal, foram enquadrados em uma faixa que não prevê repasses.
O grupo se reuniu em Belo Horizonte e prepara um manifesto para cobrar uma revisão dos critérios definidos pela Executiva Nacional do PT.
Candidatos querem piso de R$ 80 mil
A principal reivindicação é a criação de um piso de R$ 80 mil por candidatura, independentemente da disputa ser para deputado estadual ou federal.
Segundo os candidatos, há campanhas para deputado federal que podem receber até R$ 2,4 milhões, enquanto outras ficaram com R$ 10 mil ou sem qualquer repasse.
A proposta apresentada pelo grupo é reduzir em cerca de 7% os valores destinados às candidaturas das faixas mais altas e redistribuir o dinheiro entre quem recebeu menos.
“A ideia é tirar um pouquinho de cima e redistribuir melhor a parte de baixo”, afirmou Guima Jardim, presidente do PT de Belo Horizonte e também candidato.
Grupo ameaça acionar a Justiça
Os petistas afirmam que tentarão primeiro uma solução interna.
O manifesto deve ser encaminhado à direção nacional e ao presidente Lula durante sua passagem por Belo Horizonte neste fim de semana.
Caso não haja acordo, o grupo admite recorrer ao Judiciário, inclusive com pedido de liminar.
“Em última instância, se necessário for, nós vamos, sim, acessar a Justiça para resolver”, afirmou a candidata Viviane Santos.
Classificação interna também é contestada
Os candidatos afirmam que o PT de Minas havia encaminhado as candidaturas divididas em três grupos, G1, G2 e G3.
Segundo eles, a direção nacional criou posteriormente uma quarta categoria, chamada G4, onde teriam sido enquadradas as 25 candidaturas que ficaram sem recursos.
O grupo também teme que essa classificação possa afetar a distribuição do tempo de propaganda eleitoral na televisão.
Apesar da disputa interna, os candidatos afirmam que continuam apoiando as principais candidaturas petistas nas eleições de 2026 e dizem que a mobilização busca apenas uma redistribuição dos recursos de campanha.




