Decisão atende questionamento da campanha de Fernando Haddad e impede o uso da expressão “coragem para fazer o impossível” na propaganda eleitoral do governador.

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo proibiu o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, de utilizar em sua campanha eleitoral um slogan já empregado em campanhas institucionais do governo paulista.
A decisão foi tomada pela juíza Domitila Manssur, que determinou a retirada da expressão “coragem para fazer o impossível” da propaganda eleitoral de Tarcísio.
A frase havia aparecido na estreia do programa eleitoral do candidato na televisão.
Campanha de Haddad acionou a Justiça
A campanha de Fernando Haddad (PT), adversário de Tarcísio na disputa pelo governo de São Paulo, questionou o uso da expressão no TRE-SP.
O argumento foi de que o slogan já vinha sendo utilizado em campanhas do Governo de São Paulo desde dezembro de 2025.
Na avaliação da juíza, a propaganda eleitoral reproduziu praticamente o mesmo mote institucional.
A única diferença apontada foi a troca de “pra” por “para”.
Tarcísio não está proibido de falar sobre realizações do governo
A decisão não impede o governador de apresentar ações realizadas durante sua gestão.
Tarcísio também pode continuar utilizando isoladamente palavras como “coragem”, “possível” e “impossível”.
A restrição vale especificamente para a reprodução da expressão associada à publicidade institucional do governo.
A legislação eleitoral impede que candidatos utilizem em propaganda eleitoral símbolos, frases ou imagens iguais ou semelhantes às empregadas oficialmente por órgãos públicos.
Peça eleitoral também não poderá voltar ao ar
Além de impedir o uso futuro do slogan, a Justiça determinou que a campanha deixe de veicular a peça em que a expressão aparece.
A decisão acontece em meio à disputa entre Tarcísio e Haddad pelo governo paulista nas eleições de 2026.
O episódio adiciona mais um capítulo à judicialização das campanhas, com partidos e candidatos recorrendo à Justiça Eleitoral para questionar estratégias de comunicação dos adversários.




