A defesa do rapper Mauro Nepomuceno, conhecido como Oruam, pediu ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro a suspensão temporária da ação penal em que ele, o pai Marcinho VP e outras nove pessoas são réus.

O processo apura suspeitas de organização criminosa e lavagem de dinheiro em benefício do Comando Vermelho.
O recurso foi protocolado nesta quinta-feira (17).
Defesa questiona provas digitais
Segundo os advogados de Oruam, parte das provas utilizadas na ação penal apresentaria problemas relacionados à cadeia de custódia dos dados digitais.
A defesa apresentou um laudo pericial particular que aponta supostas irregularidades na preservação e no tratamento das evidências.
Com base nisso, pede que o processo seja suspenso até que uma perícia técnica seja concluída.
Justiça já havia negado pedido anterior
Anteriormente, a defesa havia solicitado a realização prévia de uma perícia nos dados telemáticos e na cadeia de custódia das provas.
O pedido foi negado pela Justiça.
Agora, os advogados tentam suspender temporariamente a ação para que a validade das evidências seja analisada antes da continuidade do processo.
Oruam e Marcinho VP são réus
O Ministério Público do Rio de Janeiro apresentou denúncia contra Oruam, Marcinho VP e outras nove pessoas em janeiro de 2026.
Dois meses depois, a Justiça recebeu a denúncia e tornou os 11 acusados réus.
Segundo a acusação, o grupo teria participado de um esquema estruturado para ocultar e movimentar recursos provenientes do tráfico de drogas.
MP aponta divisão de funções no grupo
A denúncia sustenta que o esquema teria sido dividido em diferentes núcleos.
Marcinho VP é apontado pelo Ministério Público como integrante do núcleo de liderança, enquanto familiares e outras pessoas teriam funções relacionadas à movimentação de recursos, ocultação de patrimônio e suporte operacional.
Essas acusações ainda estão sendo analisadas pela Justiça.
Defesa tenta interromper andamento do processo
Com o novo recurso, a defesa de Oruam pretende interromper temporariamente o processo até que a Justiça decida se as provas digitais questionadas podem continuar sendo utilizadas.
O pedido ainda será analisado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.




