Senador diz que a gravação foi institucional e que não houve apoio ao presidente do Senado. Parte dos seguidores ligados ao bolsonarismo reagiu mal. Cleitinho segue apoiando Flávio Bolsonaro no segundo turno.

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), eleito governador de Minas Gerais, usou as redes sociais para se justificar depois de ser criticado por apoiadores ao aparecer em um vídeo ao lado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A explicação foi dada no sábado (10). As informações são do Metrópoles.
As falas abaixo são declarações de Cleitinho e reações de internautas. Não há confirmação independente dos bastidores do encontro.
O que ele disse
Ao responder a uma seguidora que escreveu estar decepcionada por vê-lo ao lado de Alcolumbre, Cleitinho afirmou que não apoia o presidente do Senado e que o encontro teve como objetivo garantir a votação da proposta que prevê o fim da escala 6×1.
Segundo ele, sempre fez campanha contra Alcolumbre, mas precisa dialogar com ele porque o senador preside a Casa até dezembro. A lógica apresentada é que, para os projetos dele avançarem, a pauta passa pelo presidente do Senado. Ele também disse que não gravou vídeo elogiando Alcolumbre e que o conteúdo é institucional, pedindo que o projeto seja pautado na quarta-feira.
A frase central: “Eu não votei no Davi e sempre fiz campanha contra”.
A reação dos apoiadores
Segundo o Metrópoles, o vídeo provocou críticas de seguidores ligados ao bolsonarismo, grupo do qual Cleitinho declarou apoio na disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Entre os comentários, um internauta ironizou perguntando se ele também gravaria com o ministro Alexandre de Moraes, e outro disse que ele decepcionou milhares de pessoas.
Os comentários são opiniões de internautas e não representam o conjunto do eleitorado.
Divergência com Flávio sobre a escala 6×1
Segundo o Metrópoles, a polêmica ocorre em meio a uma divergência entre Cleitinho e Flávio:
- Cleitinho defende a votação da PEC que acaba com a escala 6×1;
- Flávio, segundo a reportagem, rejeita a mudança por esse caminho e propõe um modelo de remuneração pelas horas efetivamente trabalhadas.
Apesar da diferença, Cleitinho mantém o apoio declarado a Flávio no segundo turno, que será em 25 de outubro. A posição de Flávio é a descrita pela reportagem, e não há, no material, a versão da campanha dele sobre essa divergência.
O que ainda não foi esclarecido
No material disponível, não constam:
- a data e o local da gravação do vídeo com Alcolumbre;
- a resposta de Alcolumbre ou do Senado;
- confirmação de que a PEC será pautada na quarta-feira. A data é pedido de Cleitinho, e a decisão cabe ao presidente do Senado;
- a reação de Flávio à explicação de Cleitinho.
Contexto: Cleitinho em Minas
Cleitinho foi eleito governador no primeiro turno, com cerca de 55% dos votos, segundo os dados divulgados antes. Em Sete Lagoas, ele recebeu cerca de 69,9 mil votos, contra cerca de 24,3 mil de Patrus Ananias (PT). Ele tem usado as redes para se comunicar diretamente com o eleitorado, e o episódio mostra o custo político de alianças institucionais para quem se apresenta como crítico do sistema. Essa leitura é uma avaliação, e não fato apurado.
E em Sete Lagoas e em Minas Gerais?
A escala 6×1 afeta milhões de trabalhadores, inclusive em Sete Lagoas e em todo o estado. A tramitação da PEC no Senado pode ser acompanhada no site do Senado Federal. Quem quiser opinar pode usar os canais de participação popular da Casa.
O Veja Minas acompanha o caso e atualiza a matéria quando houver resposta de Alcolumbre, de Flávio ou decisão sobre a pauta da PEC.
Informações: Metrópoles.




