Candidato do Avante também disse que pretende reduzir o número de ministérios e citou José Múcio e Eduardo Leite como nomes que admira.

O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) afirmou nesta sexta-feira (28) que é contra a regulação das redes sociais, mas defendeu uma tributação mais pesada sobre grandes plataformas digitais e sites de apostas.
Durante entrevista promovida por O Globo, CBN e Valor Econômico, Cury argumentou que redes sociais e bets podem gerar dependência e, por isso, deveriam ser taxadas de forma mais intensa.
“Não sou a favor de controlar as redes sociais, é um ambiente de liberdade. Temos que taxar as plataformas em níveis como se fosse cigarro”, afirmou.
Segundo ele, a cobrança deveria recair sobre as empresas responsáveis pelas plataformas, e não sobre os influenciadores.
“Vamos taxar as redes sociais, não os influencers”
Cury citou empresas como TikTok e Meta ao defender a proposta.
“Vamos taxar as redes sociais, não os influencers. O lucro que vai para eles, do TikTok, que vai para a Meta, tem que ser taxado. Como as bets, que também geram dependência alta”, declarou.
O candidato também defendeu a atuação de influenciadores e afirmou que, caso seja eleito, pretende utilizar criadores de conteúdo em ações ligadas a embaixadas consideradas estratégicas.
A ideia, segundo ele, seria ajudar na promoção da imagem do Brasil no exterior.
Cury fala em “detox” para crianças
Formado em medicina e conhecido por sua atuação como escritor e psiquiatra, Cury afirmou que as redes sociais provocam uma “dependência psicológica altíssima”.
Ele demonstrou preocupação especialmente com crianças e adolescentes e sugeriu que pais adotem períodos sem acesso às plataformas durante os fins de semana.
A proposta foi apresentada como uma forma de reduzir a exposição excessiva dos jovens ao ambiente digital.
Candidato quer apenas nove ministérios
Ao falar sobre a estrutura de um eventual governo, Augusto Cury afirmou que pretende reduzir a Esplanada dos Ministérios para apenas nove pastas.
O candidato não detalhou quais ministérios seriam mantidos, incorporados ou extintos.
José Múcio e Eduardo Leite são citados
Cury também mencionou o atual ministro da Defesa, José Múcio, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, como figuras políticas que admira.
Segundo o presidenciável, nomes com esse perfil poderiam integrar um eventual governo.
A declaração ocorre em meio à tentativa de Cury de apresentar uma candidatura distante da polarização tradicional, ao mesmo tempo em que mantém críticas frequentes à gestão do presidente Lula.




