Operação Caro Leitor investiga contrato de quase R$ 6 milhões pago com verba do Fundeb em Serrinha; segundo a imprensa baiana, uma das editoras investigadas também participou do filme sobre Jair Bolsonaro
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta quarta-feira (4) a Operação Caro Leitor, que investiga suspeitas de fraude em licitação e desvio de recursos públicos na compra de livros didáticos para a rede municipal de ensino de Serrinha, no interior da Bahia.
São cumpridos 13 mandados de busca e apreensão: nove no Ceará, em Fortaleza e Eusébio, e quatro na Bahia, três em Serrinha e um em Salvador.
O contrato investigado
- A investigação começou a partir de um levantamento de riscos da CGU e analisa um pregão eletrônico de 2024;
- O pregão resultou na contratação de uma empresa por R$ 5.953.359;
- Os pagamentos foram feitos com recursos do Fundeb, em contas municipais que receberam complementação da União;
- Segundo os órgãos, há indícios de direcionamento, vínculos entre empresas participantes e movimentações financeiras suspeitas;
- Ainda segundo a PF e a CGU, os livros teriam sido comprados por valores bem acima dos divulgados no site da própria editora, o que indica possível superfaturamento.
Os crimes investigados são fraude à licitação, desvio de verbas públicas, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As buscas foram feitas em endereços de pessoas, empresas e da prefeitura.
A ligação com Dark Horse
Segundo apuração do portal baiano BNews, um dos alvos da operação é uma editora que também esteve envolvida no filme “Dark Horse”, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. O filme entrou no centro de uma polêmica pelo uso de recursos ligados ao Banco Master, e o financiamento da produção é alvo de um inquérito no STF que envolve o senador Flávio Bolsonaro (PL). A PF não comentou essa relação.
O que ainda não se sabe
- O nome da editora ligada ao filme e qual é o papel dela no contrato de Serrinha;
- Se houve prisões ou afastamento de servidores;
- O que dizem a Prefeitura de Serrinha, as empresas investigadas e a produção do filme.
O Veja Minas acompanha o caso e atualiza a matéria assim que houver novas informações.






