Carnes, queijos, frutas e outros produtos foram encontrados no porta-malas do carro da servidora, que disse que os itens iriam para um centro espírita; ela foi exonerada

A diretora do Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, na Zona Norte do Rio de Janeiro, foi presa em flagrante por suspeita de desviar alimentos da unidade prisional. Segundo a Secretaria Estadual de Polícia Penal (Seppen), ela foi autuada por peculato na 21ª DP (Bonsucesso).
Durante uma abordagem ao veículo da diretora, agentes encontraram no porta-malas carne, frango, peixe, linguiça, queijos, frutas, óleo, leite, café e achocolatados. A servidora foi afastada e exonerada, e um processo administrativo disciplinar foi aberto.
Como foi a abordagem
De acordo com as investigações:
- A ação começou após uma denúncia sobre irregularidades na destinação de alimentos do presídio;
- A Subsecretaria de Inteligência do Sistema Penitenciário (Ssispen) e a Corregedoria da Seppen passaram a monitorar o caso;
- Uma equipe da Ssispen foi acionada para verificar um veículo estacionado perto do presídio, que pertencia à diretora;
- O carro foi revistado na presença da servidora, e os alimentos foram encontrados no porta-malas.
A servidora, o veículo e os alimentos foram levados à 21ª DP.
O que disse a diretora
Segundo as investigações, ao ser questionada sobre a origem dos produtos, a diretora afirmou que não tinha nota fiscal nem outro comprovante. Ela declarou que os alimentos haviam sido arrecadados no presídio porque não seriam mais consumidos e que seriam doados a um centro espírita.
A TV Globo informou que não conseguiu contato com a defesa da servidora.
O que diz a Seppen
Em nota, a Seppen afirmou que não compactua com desvios de conduta nem com crimes praticados por servidores e que combate essas práticas por meio da Corregedoria e da Ssispen.
O que é peculato
O peculato é o crime cometido por funcionário público que se apropria ou desvia dinheiro, valores ou bens públicos de que tem posse em razão do cargo. A apuração do caso cabe à Polícia Civil e ao Ministério Público, e a servidora é considerada suspeita até decisão judicial.
O que ainda não foi esclarecido
- O nome correto da diretora, que aparece de forma divergente na reportagem original;
- A data da abordagem;
- O valor estimado dos alimentos apreendidos;
- Se o centro espírita citado pela diretora existe e se recebia doações da unidade;
- Se havia autorização para destinar sobras de alimentos do presídio a instituições;
- Se outras pessoas são investigadas e se a diretora segue presa ou foi liberada após audiência de custódia;
- A versão da defesa.
E em Sete Lagoas e em Minas Gerais?
O caso aconteceu no Rio de Janeiro e não tem ligação com Sete Lagoas ou Minas Gerais.
O Veja Minas acompanha o caso e atualiza a matéria assim que houver novas informações.
Informações: g1 Rio; Bom Dia Rio (TV Globo); Secretaria Estadual de Polícia Penal do Rio de Janeiro (Seppen).




